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Magyar pede a Orbán que levante veto ao empréstimo à Ucrânia antes de sair

Magyar pede a Orbán que levante o veto técnico ao empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia antes de deixar o cargo, com Druzhba no centro da controvérsia

Péter Magyar apelou ao seu rival para que levantasse o veto ao empréstimo de 90 mil milhões de euros.
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  • Péter Magyar, vencedor das eleições húngaras, pediu a Viktor Orbán que levante o veto técnico ao empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia antes de deixar o cargo em maio.
  • O empréstimo foi acordado pelos 27 Estados-membros, mas Orbán bloqueou-o devido a um litígio com Kiev relacionado com o oleoduto Druzhba, que transporta petróleo russo.
  • A recuperação dos fluxos de petróleo, condicionada pelo Druzhba, pode levar Orbán a retirar o veto, conforme a reabertura de uma linha que Zelenskyy disse poder funcionar até ao fim do mês.
  • A Comissão Europeia prepara-se para fazer o primeiro pagamento assim que o impasse for ultrapassado, mantendo aberta a opção de inspeção externa ao oleoduto para financiamentos de reparação.
  • A Hungria, juntamente com a Eslováquia, continua a vetar o 20º pacote de sanções contra a Rússia e o desbloqueamento de ajuda militar de 6,6 mil milhões de euros, com incerteza sobre se Orbán permitirá a aprovação antes de deixar o cargo.

Péter Magyar, vencedor das eleições húngaras, pediu a Viktor Orbán que levante o veto técnico ao empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia, antes de deixar o cargo em maio. O pedido surge na esteira de reparos no oleoduto Druzhba.

Magyar afirmou que, se o fluxo de petróleo através do Druzhba for retomado, Orbán deverá desbloquear o processo. Bruxelas prepara já o terreno para efetuar o primeiro pagamento ao financiamento.

A polémica teve origem numa decisão de Orbán, que bloqueou o processo em meados de fevereiro devido a controvérsia com Kiev sobre o oleoduto que transporta petróleo russo de baixo custo.

Magyar, que é o principal contato entre o novo governo húngaro e a União Europeia, lembrou as palavras de Zelenskyy sobre a possibilidade de reparação do oleoduto até ao final do mês.

O governante ucraniano afirmou que o Druzhba poderia funcionar, ainda que não plenamente, após ataques de drones em janeiro que danificaram a infraestrutura. Magyar apoiou a ideia de manter compras de petróleo russo a curto prazo.

Segundo Magyar, nos próximos 30 dias o governo de Orbán ainda terá funções executivas. Assim, se o Druzhba recomeçar, o veto técnico poderá ser retirado.

No entanto, nap de hoje, ainda falta apenas um elemento do empréstimo para ser concluído, devido ao requisito de unanimidade no orçamento da UE. Orbán pode, a qualquer momento, ordenar ao embaixador que levante o veto.

A CE mantém a posição de avançar com a primeira transferência a Kiev assim que o impasse for ultrapassado. A Comissão afirma que a proposta de inspeção externa ao Druzhba continua válida.

Ainda em tom de negociação, a UE aguarda que todos os Estados-Membros cumpram os seus compromissos, segundo um porta-voz. As capitais buscam encerrar o episódio com Orbán.

A Rússia também está no centro das tensões, com a Hungria a opor-se simultaneamente a novos sanções e a desbloquear apoio militar à Ucrânia, em conjunto com a Eslováquia.

Desdobramentos na relação UE-Ucrânia

  • Merz, chanceler alemão, pediu que os fundos militares do empréstimo sejam desembolsados com urgência.
  • Zelenskyy reiterou disponibilidade de cooperação com a Hungria e a importância de relações pragmáticas entre os dois países.

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