- Donald Trump recusou pedir desculpa ao Papa Leão XIV após críticas lançadas sobre a guerra no Irão.
- A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni condenou as críticas de Trump ao pontífice, considerando-as inaceitáveis.
- Trump classificou o Papa como fraco no combate ao crime e reiterou que não quer um Papa que aceite um Irão com arma nuclear.
- O Papa Leão XIV reforçou, em voo para a Argélia, o dever de se pronunciar contra a guerra e defender a paz e o diálogo multilateral.
- Trump apagou uma publicação em Truth Social que o retratava como Jesus, alegando ter sido mal interpretado, mas não clarificou o conteúdo.
Donald Trump recusou pedir desculpa ao Papa Leão XIV após o confronto sobre a guerra no Irão, mantendo as suas críticas ao líder da Igreja Católica. A reação ocorreu dias depois de o Papa ter apelado à paz e ao multilateralismo.
Meloni surgiu como voz de condenação à crítica feita por Trump, chamando as palavras do presidente de inaceitáveis. A primeira-ministra italiana afirmou que o Papa Leão XIV tem o dever de promover a paz e advertiu contra a guerra.
Trump publicou que o Papa é fraco no combate ao crime e que não aceita a ideia de um Irão com arma nuclear, numa mensagem partilhada no Truth Social. O líder americano insistiu que não pedirá desculpa, reiterando o seu posicionamento.
Recuo público do Papa e posição oficial
O Papa Leão XIV defendeu, durante a viagem por África, o direito de se pronunciar contra guerras e reforçou a importância do diálogo e do multilateralismo. Em deslocação a Argélia, o pontífice disse ter o dever moral de falar sobre a mensagem do Evangelho.
O Vaticano não respondeu explicitamente aos comentários de Trump, mas confirmou que o Papa continua a defender a paz e a cooperação entre nações. As declarações de Meloni surgem num momento de aproximação entre Washington e países europeus.
Controvérsia e repercussões políticas
A posição de Trump gerou críticas de vários políticos italianos, bem como de bispos católicos nos EUA e em Itália, que defenderam o Papa. O tema teve ainda eco entre comentadores internacionais.
No Irão, o porta-voz do governo iraniano condenou a suposta profanação de Jesus e manifestou apoio ao Papa. A crítica internacional ao tom de Trump intensificou-se em várias plataformas de comunicação.
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