- Um tribunal dos Estados Unidos rejeitou o recurso da Anthropic para evitar ser rotulada como risco para a cadeia de abastecimento, mantendo o rótulo aplicado pelo governo aos seus serviços.
- A administração do ex‑presidente Donald Trump classificou a Anthropic como risco para a cadeia de abastecimento e ordenou que o Claude não fosse utilizado por agências federais.
- A restrição impede que contratantes do Pentágono usem os modelos da Anthropic em contratos com o Departamento de Defesa, incluindo questões ligadas a armas autónomas e vigilância de cidadãos.
- Em dois mil e vinte e cinco, a Anthropic assinou um contrato de duzentos milhões de dólares com o Pentágono para integrar a sua tecnologia em sistemas militares; o Claude passou a operar em redes governamentais classificadas e laboratórios nucleares.
- O tribunal de recurso do Circuito de Washington, D. C. indicou que não há razões para revogar as decisões da administração; a Anthropic afirmou que a decisão faz parte de uma campaña de retaliação e que vão continuar nos tribunais, com novas provas em maio.
O tribunal federal dos Estados Unidos rejeitou o recurso da Anthropic, que contestava a classificação da empresa como risco na cadeia de abastecimento. A decisão impede que a Anthropic conteste a etiqueta atribuída pelo governo.
A controvérsia começou após a Anthropic recusar acesso irrestrito ao seu chatbot Claude. O governo classificou a empresa como risco na cadeia de abastecimento, proibindo contratos com o Pentágono envolvendo o Claude.
O caso decorre em Washington, onde a administração anterior, de Donald Trump, definiu a Anthropic como risco. A empresa já tinha contestado a decisão em São Francisco, alegando retaliação ilegal.
Entre as consequências, os contratantes do Pentágono não podem usar os modelos da Anthropic em acordos com o Departamento de Defesa. A empresa já tinha assinado, em 2025, um contrato de 200 milhões de dólares para integrar a tecnologia em sistemas militares.
Segundo o tribunal de recurso do Circuito de Washington, não há de momento detalhes claros sobre os prejuízos financeiros da Anthropic. O tribunal vai ouvir novas provas em maio.
A Anthropic afirmou acreditar que as designações de risco foram ilegais e que os tribunais acabarão por reconhecer isso. A empresa pediu celeridade na resolução das questões.
O Departamento de Defesa argumentou que a Anthropic poderia desativar ou ajustar o comportamento do seu modelo em operações de combate, caso as suas linhas vermelhas corporativas sejam ultrapassadas.
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