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Mais de 200 petroleiros aguardam passagem pelo Estreito de Ormuz

Emirados pedem abertura incondicional do Estreito de Ormuz; 230 navios prontos para zarpar, impedidos pelo bloqueio que afeta 20% do comércio mundial de energia

Estreito de Ormuz
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  • O ministro da Indústria dos Emirados Árabes Unidos, Sultan al Jaber, pediu a abertura incondicional do Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irão, e disse que 230 navios carregados de petróleo estão prontos para zarpar.
  • Al Jaber afirmou que a passagem está sujeita a permissões e pressão política, e que a militarização é inaceitável; o estreito controla cerca de 20% do comércio mundial de energia.
  • O ministro pediu navegação livre e a restauração rápida da produção de energia; a Companhia Nacional de Petróleo de Abu Dhabi informou ter carregado petróleo e planeia aumentar a produção.
  • O bloqueio ocorreu em resposta aos ataques de EUA e Israel a 28 de fevereiro, gerando perturbações nos mercados e subida dos preços do petróleo.
  • A guerra envolve ataques iranianos a Emirados e Líbano; EUA e Irão anunciaram cessar-fogo de duas semanas, com mediação do Paquistão, para negociações de paz que devem começar em Islamabad.

O ministro da Indústria dos Emirados Árabes Unidos, Sultan al Jaber, réplica às negociações sobre o Estreito de Ormuz: pediu a abertura incondicional, afirmando que cerca de 230 navios carregados de petróleo estão preparados para zarpar. O estreito permanece bloqueado pelo Irão desde o ataque de 28 de fevereiro.

Al Jaber disse que a passagem está sujeita a permissões, condições e pressão política, o que, na sua leitura, restringe a liberdade de navegação. Defendeu que a via é uma rota natural regulada pela ONU e não um privilégio a ser concedido ou negado.

Segundo o ministro, 230 navios estão prontos para atravessar, com 20% do comércio mundial de energia em via de passagem. Exigiu que o corredor esteja sem restrições para permitir a recuperação rápida da produção de energia mundial.

O chefe da CNPC de Abu Dhabi reforçou que a produção de petróleo da empresa já foi carregada e será aumentada dentro das limitações atuais, após os danos causados pelos ataques iranianos. O objetivo é restabelecer fluxos reais de energia.

Contexto e impactos

As perturbações no Estreito de Ormuz ajudaram a subir os preços do petróleo e geraram receios de inflação global. O Irão lançou mísseis e drones contra vários países vizinhos, incluindo os Emirados, com consequências humanas e infraestruturas.

A ofensiva americana e israelita iniciou-se a 28 de fevereiro, desencadeando uma crise regional. Enquanto decorre uma trégua de duas semanas mediada pelo Paquistão, as partes continuam a negociar para um acordo de paz, com eventuais novas rondas previstas em Islamabad.

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