- Em negociações entre os EUA e o Irão em Islamabad, Teerão exige o desbloqueio de ativos iranianos congelados no estrangeiro, estimados acima de 100 mil milhões de dólares.
- A libertação desses fundos é apresentada como condição central para a suspensão de sanções primárias e secundárias impostas ao Irão.
- Historicamente, em 2015 o Irão recuperou o acesso a mais de 100 mil milhões de dólares em ativos congelados através do acordo nuclear, mas em 2018 os EUA retiraram-se do acordo e restabeleceram sanções.
- Os ativos estão dispersos por várias federações internacionais, com grandes reservas na Coreia do Sul e no Japão, e contas abertas na China, Alemanha, Índia e Turquia; houve transferências recentes condicionadas a acordos entre Qatar e outros países.
- Enquanto as negociações prosseguem, o regime iraniano enfrenta inflação elevada e o foco permanece na possibilidade de desbloquear fundos para facilitar um acordo com os EUA.
O Irão exige, como condição central, o desbloqueio dos ativos iranianos congelados no estrangeiro antes de qualquer acordo com os EUA em Islamabad. A prioridade é levantar sanções primárias e secundárias impostas ao Irão.
As negociações, ainda sem um acordo definitivo, deverão colocar em cima da mesa a recuperação de fundos superiores a 100 mil milhões de dólares, segundo estimativas não confirmadas. O Irão tem usado esses ativos para sustentar reservas da moeda local.
Historicamente, o Irão já recuperou parte de recursos congelados em 2014 e 2015, depois de acordos anteriores, incluindo o JCPOA. Em 2018, os EUA retiraram-se do acordo e voltaram a congelar grande parte dos ativos.
As conversas entre EUA e Irão terão lugar em Islamabad, numa tolha de negociações que envolve a possibilidade de liberalizar as sanções. Responsáveis norte-americanos preparam-se para discutir o desbloqueio de fundos com condições de supervisão.
O peso estratégico dos ativos reside na liquidez em moeda estrangeira. Reservas mantidas no Japão, Coreia do Sud e outros países ajudam a sustentar a capacidade de pagamento do Irão para importações e serviços estratégicos.
Dados históricos mostram que, antes de 2018, houve momentos de acesso parcial a fundos congelados, com o Irão a repatriar receitas de petróleo em ocasiões pontuais. A evolução recente depende de avanços na negociação e da cooperação entre países.
Entre os fatores que influenciam o processo estão as sanções dos EUA, o JCPOA e as dinâmicas de sanções secundárias. O objetivo é esclarecer se o desbloqueio ocorrerá total ou parcialmente, e sob que condições.
À medida que as negociações se intensificam, o tema dos ativos iranianos permanece no centro do debate, com a expectativa de que a posição americana possa evoluir para facilitar um acordo de cessar-fogo ou de longo prazo.
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