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EUA preparados para atacar caso negociações falhem

Trump diz que navios, aeronaves e tropas no golfo ficarão em prontidão; se o Irão não cumprir o acordo, poderá deflagrar a maior batalha de sempre, sem armas nucleares

Forças Armadas dos EUA estão prontas para regressar ao combate
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  • Donald Trump anunciou que as forças dos EUA no golfo Pérsico vão manter-se em prontidão até que o acordo com o Irão seja integralmente cumprido, com navios, aeronaves e pessoal no Irão e arredores.
  • O Presidente dos EUA deixou a ameaça de iniciar a “maior batalha de sempre” se Teerão não respeitar o acordo, assegurando, no entanto, que não haverá armas nucleares se a guerra regressar.
  • Trump mencionou que as Forças Armadas estão a preparar-se para a “próxima conquista”, sem detalhar o que isso implica.
  • Sobre o cessar-fogo com o Irão, o Presidente afirmou existir apenas um conjunto de pontos aceites por Washington, sem esclarecer quais são.

Os Estados Unidos declararam manter navios, aeronaves e tropas no Golfo Pérsico em prontidão, até que o acordo com o Irão seja cumprido na íntegra. A comunicação foi veiculada pelo presidente Donald Trump na Truth Social nesta quinta-feira.

Trump afirmou que os recursos militares norte‑americanos permanecerão no Irão e arredores, incluindo munições e armamento. O presidente advertiu que, se o Irão não respeitar o acordo, a resposta será a maior batalha do que se viu, embora afirme que é improvável recorrer a esse cenário.

O líder republicano também garantiu que, caso haja necessidade, e a guerra retomar, não haverá uso de armas nucleares. Sobre o cessar‑fogo, indicou existir apenas um conjunto de pontos aceites por Washington, sem detalhar quais são.

Europeias e mercados

O comissário europeu da Economia disse que Portugal pode ter margem para enfrentar a crise provocada pela tensão no Médio Oriente, mas com impactos previstos nos preços dos combustíveis e no poder de compra. Alertou que as medidas devem ser temporárias e direcionadas.

As autoridades iranianas exigem que petroleiros que atravessem o estreito de Ormuz paguem portagens com criptomoeda, alegando um dólar por barril.

Outros desdobramentos

O comissário da Economia europeu sugeriu que tributar lucros extraordinários das energéticas pode aumentar receitas públicas, destacando a incerteza económica associada à guerra.

A EASA estendeu o alerta para evitar o espaço aéreo do Médio Oriente e do golfo até 24 de abril, procurando reduzir riscos para voos comerciais.

Tóquio pondera libertar reservas estratégicas de petróleo, ante a incerteza sobre o cessar‑fogo EUA‑Irão e o possível retomar de atividade no Ormuz.

A primeira-ministra italiana defendeu pensar numa suspensão temporária do Pacto de Estabilidade e Crescimento se houver agravamento do conflito no Irão, na linha de medidas adotadas durante a pandemia.

O Exército de Israel afirmou ter abatido na madrugada de hoje em Beirute Ali Yusuf Harshi, sobrinho do secretário particular de Naim Qassem, líder do Hezbollah.

Israel informou que instruiu a Energean a retomar operações na plataforma Karish, no Mediterrâneo Oriental.

Milhares de iranianos prestaram homenagem ao antigo líder supremo Ali Khamenei, falecido a 28 de fevereiro, no início da guerra iniciada por Israel e pelos Estados Unidos.

O número de mortos nos ataques aéreos de Israel contra Beirute e outras zonas do Líbano subiu para 303, com mais de mil feridos.

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