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Rússia e China vetam resolução da ONU que visava abertura do Estreito de Ormuz

Rússia e China vetam resolução da ONU para reabrir o Estreito de Ormuz, deixando sem efeito imediato qualquer ação e mantendo a incerteza sobre o preço do petróleo

Petroleiros e cargueiros alinhados no Estreito de Ormuz, vistos de Khor Fakkan, 11 de março de 2026
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  • Rússia e China vetaram uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que visava a reabertura do Estreito de Ormuz.
  • Cerca de um quinto do petróleo mundial passa pela passagem estratégica; o bloqueio elevou os preços globais de energia.
  • A votação terminou com onze votos a favor, dois contra e duas abstenções.
  • A resolução foi enfraquecida para evitar uso da força e limitar-se ao Estreito de Ormuz, mantendo disposições defensivas.
  • O Bahrein, representante árabe do Conselho de Segurança, tem pressionado pela ação da ONU, enquanto Teerã continua a colaborar only com medidas defensivas para garantir a navegação.

A Rússia e a China vetaram no Conselho de Segurança da ONU uma resolução que visava a reabertura do Estreito de Ormuz. A votação ocorreu terça-feira em Nova Iorque, após várias alterações para conseguir apoio.

Um quinto do petróleo mundial passa pelo estreito. O bloqueio agravou a volatilidade dos preços da energia globalmente, num contexto de elevada tensão regional.

A resolução foi enfraquecida ao longo do processo, com a Rússia, China e França a opor-se inicialmente ao uso da força. O texto acabou por eliminar referências a ações ofensivas.

A proposta original do Bahrein autorizava “todos os meios necessários”, incluindo força, para assegurar o trânsito. Foi depois ajustada para apenas permitir meios defensivos.

Entre as medidas previstas estavam a exigência de escortação de navios, a cooperação entre países para garantir a navegação e a suspensão de ataques a embarcações mercantes.

O Irão tem estado em conflito com a presença militar de rivais na região, após ataques a infraestruturas civis em resposta a ações dos EUA e de Israel. Países do Golfo acompanham a situação com atenção.

Embaixadores russos e chineses responsabilizaram os EUA e Israel pela escalada e pela crise global. O Bahrein, anfitrião da Quinta Frota norte-americana, tem insistido numa ação internacional.

Analistas apontam que, mesmo que a resolução passasse, o seu impacto estratégico no conflito atual no Médio Oriente seria limitado, dada a complexidade bélica envolvida.

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