- No domingo foram encontrados explosivos junto a um gasoduto que transporta gás natural russo para a Hungria, em Kanjiža, na fronteira entre Sérvia e Hungria.
- O Presidente sérvio, Aleksandar Vučić, anunciou a descoberta e sublinhou o potencial poder devastador dos explosivos.
- O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, alegou uma “operação de sabotagem” para colocar em causa o fornecimento de energia à Hungria e atacou a Ucrânia, sem a responsabilizar formalmente.
- O Governo ucraniano rejeitou as suspeitas e sugeriu tratar-se de uma operação de falsa bandeira; o Kremlin disse ser “altamente provável” que a Ucrânia esteja por trás do plano.
- Djuro Jovanic, director de contra-informação da Agência de Segurança Militar da Sérvia, afirmou que não houve intento ucraniano e indicou que os explosivos teriam origem nos Estados Unidos.
A Sérvia confirmou a localização de explosivos junto a um gasoduto que transporta gás russo para a Hungria, no âmbito de uma investigação em curso. O incidente ocorreu na região de Kanjiža, perto da fronteira entre Sérvia e Hungria, a uma semana de eleições legislativas húngaras.
O Presidente sérvio, Aleksandar Vučić, afirmou que os explosivos tinham poder devastador e reforçaram que o gasoduto é uma alavanca energética europeia. O caso mobilizou autoridades nacionais e refletiu a escalada de tensões num contexto eleitoral sensível.
Reação húngara e alegações de sabotagem
O Governo da Hungria reuniu-se de emergência e o primeiro-ministro Viktor Orbán relacionou o incidente com uma possível operação de sabotagem contra o fornecimento de energia ao país. Sem atribuir responsabilidade direta, indicou que a Ucrânia tem promovido ações para cortar a energia russa à Europa. A Turquia não foi citada, apesar de apontar para a rede TurkStream.
Versões oficiais e estados-chave
O Executivo ucraniano rejeitou as suspeitas, dizendo que se trata de uma operação de falsa bandeira promovida por Moscovo. O Kremlin expressou que vê fortes indícios de envolvimento ucraniano na sabotagem. Djuro Jovanic, chefe da unidade de contra-informação da Agência de Segurança Militar sérvia, afirmou que não houve planeamento ucraniano e sugeriu que os explosivos teriam origem nos Estados Unidos.
Contexto político na região
A acusação serve de suporte à campanha de Orbán, que busca ampliar o mandato e apresentar adversários como alinhados com a UE e próximos de uma possível escalada com a Rússia. A situação ocorre num momento de controvérsia pública sobre elos energéticos e a dependência de combustíveis russos na região.
Observadores e próximos passos
Analistas destacam que as investigações ainda não apontaram culpados e que a narrativa pública pode influenciar o cenário eleitoral na Hungria. Autoridades sérvias comunicaram que a investigação continua e envolve cooperação internacional para apurar a origem dos explosivos.
Entre na conversa da comunidade