- O Papa Leão XIV, na missa de Domingo de Páscoa no Vaticano, pediu aos que têm o poder de iniciar guerras para escolherem a paz, denunciando a indiferença face às mortes.
- Denunciou a violência e as consequências económicas e sociais dos conflitos, sem mencionar países específicos.
- Na bênção Urbi et Orbi, foi anunciada uma vigília de oração pela paz para 11 de abril, na Praça de São Pedro.
- Durante a Semana Santa, o Papa abordou a violência da guerra e a idolatria do lucro; fez ainda um apelo direto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para encontrar uma saída para a guerra no Irão.
- Em Jerusalém, houve polémica pela proibição israelita de celebrar o Domingo de Ramos no Santo Sepulcro; Netanyahu recuou, a mesquita Al‑Aqsa permanece com acessos vedados e a gestão do complexos é exercida pela Jordânia, mantendo Israel os acessos.
O Papa Leão XIV, em plena celebração da Páscoa na Praça de São Pedro, apelou aos que detêm o poder de iniciar guerras para que escolham a paz. A missa de Domingo de Páscoa marcou o seu primeiro ritual litúrgico como líder da Igreja Católica.
O pontífice denunciou a violência e a indiferença que se instalam perante as mortes provocadas pelos conflitos, destacando as consequências económicas e sociais que acompanham a violência armada. O apelo foi feito sem mencionar países ou regiões específicas.
Na cerimónia, diante de milhares de fiéis, Leão XIV pediu que se abandone o desejo de conflito, dominação e poder, e que se peça a paz para um mundo devastado pela guerra. A celebração decorreu num Vaticano decorado com flores.
Vigília pela paz e próximos passos
Na tradicional bênção Urbi et Orbi, o Papa anunciou uma vigília de oração pela paz para 11 de Abril na Praça de São Pedro, conforme o anúncio feito por Robert Prevost. O líder da Igreja já tinha alertado para a violência e para a “idolatria do lucro” que financia conflitos e prejudica recursos naturais.
Durante a Semana Santa, o tema da guerra no Médio Oriente pairou sobre as celebrações, sem que o Papa referisse diretamente países envolvidos, mas reiterando críticas à violência e à injustiça que persistem nos conflitos.
Contexto sobre Jerusalém e acessos
As celebrações em Jerusalém estiveram marcadas por uma controvérsia: a polícia israelita proibiu o cardeal Pierbattista Pizzaballa de celebrar a missa do Domingo de Ramos na basílica do Santo Sepulcro. O episódio provocou críticas internacionais e acalmou apenas parcialmente a tensão.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, recuou, autorizando a entrada do cardeal na basílica, ainda que os acessos à mesquita Al-Aqsa permaneçam encerrados por mais de um mês. A medida de segurança foi justificada pela gestão do espaço sagrado.
A gestão administrativa do complexo da Al-Aqsa está entregue à Jordânia, segundo o conceito do Status Quo, embora os acessos sejam, na prática, controlados por Israel. A situação persiste num contexto de tensão regional e de contestação internacional.
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