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Trump diz ofensiva no Irão está quase completa, sem fim da guerra

Trump diz que os objetivos da ofensiva contra o Irão estão perto de completos, com duas a três semanas de ataques a infraestruturas civis, sem anúncio de fim da guerra

Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos
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  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os objetivos da ofensiva contra o Irão estão “perto de completos”, sem anunciar fim da guerra.
  • A ofensiva deverá prolongar-se por mais duas a três semanas, com bombardear o Irão de forma muito dura caso não haja acordo proposto por Washington.
  • Os EUA dizem desmantelar a capacidade iraniana de ameaçar a América, incluindo a marinha, a força aérea e o programa de mísseis, e vão atacar infra-estrutura civil, como a rede eléctrica, mas não poços petrolíferos.
  • O regime iraniano negou negociações em curso com os EUA e disse que o presidente iraniano não pediu cessar-fogo, desmentindo afirmações de Trump.
  • Os mercados reagiram com subida do Brent e perdas nas bolsas asiáticas; Trump apelou aos eleitores para ver a guerra como investimento na segurança futura.

Ontem de madrugada, o Presidente dos EUA, Donald Trump, avisou os norte-americanos, a partir da Casa Branca, que o objetivo estratégico da ofensiva israelo-americana contra o Irão está perto de ficar completo, sem anunciar o fim do conflito. A comunicação durou cerca de 20 minutos.

Trump disse que os EUA estão a desmantelar a capacidade do regime iraniano de ameaçar a América ou de projetar poder além das suas fronteiras, alegadamente destruindo a marinha, a força aérea e o programa de mísseis iraniano. Afirmou ainda que o conjunto de metas está próximo de ser atingido.

Apesar disso, o Presidente norte-americano apontou que a ofensiva deverá seguir por mais duas a três semanas, com ataques planeados de forma intensiva contra infraestruturas civis, incluindo a rede elétrica no Irão, mas sem visar os poços de petróleo. Abertura de negociações com Washington foi negada pelo regime iraniano.

Situação militar e cenários

O regime de Teerão negou haver negociações em curso e classificou como falsa a alegação de que teria pedido um cessar-fogo a Washington. No discurso, Trump deixou de referir metas-chave já mencionadas no passado, afirmando agora que mudar o regime não é um objetivo. Mesmo após mortes de figuras relevantes no Irão, a estrutura institucional do país mantém-se.

Trump reiterou que os EUA destruíram a infraestrutura do programa nuclear iraniano em 2025 e justificou a nova intervenção com a ameaça atómica. O Irão detém atualmente mais de 400 quilos de urânio enriquecido, segundo dados de serviços de inteligência dos EUA, embora não exista consenso sobre a iminência de uma bomba.

Reações e impactos

O bloqueio ao estreito de Ormuz continua a impactar observadores, com o preço da gasolina nos EUA a subir e bolsas internacionais a registrarem alterações moderadas. O presidente agradeceu aos aliados da região – Israel, Arábia Saudita, Qatar, EAU, Kuwait e Bahrein – e indicou que a reabertura da via depende de apoio do Golfo e da Europa, afirmando a independência energética dos EUA.

Segundo a Reuters, as últimas semanas já causaram mais de 5000 mortos no Médio Oriente, com cerca de 3000 no Irão e mais de 200 crianças entre as vítimas, num contexto de ataques repetidos.

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