- A ministra britânica dos Negócios Estrangeiros, Yvette Cooper, destacou a “necessidade urgente” de reabrir o estreito de Ormuz numa reunião virtual com mais de quarenta países, incluindo Portugal.
- A reunião visa debater as consequências do encerramento, a liberdade de navegação e a abertura segura do estreito, com foco em medidas diplomáticas e planeamento internacional.
- O Governo britânico pretende ainda reunir planeadores militares para avaliar capacidades defensivas coletivas, incluindo remoção de minas e salvaguardas após o abrandar do conflito.
- Portugal está representado na reunião pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, numa iniciativa conjunta de várias nações subscritoras de uma declaração de Londres.
- O texto, publicado a dezenove de março, pede ao Irão que cesse as tentativas de bloquear o estreito, que é passagem de cerca de um quinto da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito.
A ministra dos Negócios Estrangeiros britânica destacou a necessidade urgente de reabrir o estreito de Ormuz, no início de uma reunião virtual com representantes de mais de 40 países, incluindo Portugal. A reunião visa debater as consequências do encerramento e garantir a liberdade de navegação no transporte marítimo internacional.
Yvette Cooper preside a reunião e sublinha a determinação internacional em ver o estreito reaberto. Além do encontro diplomático, o Governo britânico planeia reunir planeadores militares para estudar mobilização de capacidades defensivas, incluindo remoção de minas, quando o conflito abrandar.
A reunião concentra-se em medidas diplomáticas e planeamento internacional, com foco na mobilização de instrumentos diplomáticos, económicos e de garantir a segurança de navios e tripulantes. O objetivo é uma abertura segura e sustentável do estreito, coordenação global necessária.
Portugal está representado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, numa iniciativa liderada por Londres com França, Alemanha, Itália, Países Baixos e Japão. Cerca de 30 países subscrevem a declaração publicada a 19 de março.
Contexto internacional
O texto conjunto exige que o Irão cesse as tentativas de bloquear Ormuz e compromete os signatários a contribuir para a passagem segura da via marítima. Normalmente, passa ali uma parcela relevante da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito.
Os ataques iranianos a navios comerciais e a ameaça de novos ataques paralisaram o tráfego na via que liga o Golfo Pérsico aos oceanos, elevando os preços de petróleo, gás natural e fertilizantes.
Analistas e governos temem que um bloqueio prolongado afete setores como agricultura, medicamentos, semicondutores e baterias. O episódio inclui reação angular entre EUA e aliados na região, com impactos ainda por quantificar.
Na véspera, o primeiro-ministro britânico afirmou que responsáveis militares vão discutir, em breve, formas de garantir a segurança da navegação após o fim dos combates, reconhecendo que a retomada do tráfego não será simples.
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