- Portugal integra um grupo de mais de 40 países que pediu a reabertura imediata e incondicional do estreito de Ormuz, para permitir a livre navegação e o direito do mar.
- A chamada foi feita numa reunião internacional organizada pelo Reino Unido, presidida pela ministra dos Negócios Estrangeiros britânica, Yvette Cooper.
- Os países concordaram em explorar medidas coordenadas, incluindo sanções, para pressionar o Irão caso o estreito permaneça fechado, e em aumentar a pressão diplomática.
- O bloqueio está a afetar a prosperidade mundial, com impacto no transporte de petróleo e produtos derivados, gás natural liquefeito e fertilizantes, elevando os preços.
- Na próxima semana, Londres vai organizar uma reunião de planeadores militares para avaliar opções para tornar o estreito acessível e seguro, enquanto apenas alguns navios continuam a atravessar diariamente.
Portugal participa numa chamada internacional para a reabertura do estreito de Ormuz
Mais de 40 países, incluindo Portugal, pediram a reabertura imediata e incondicional do estreito de Ormuz. A posição foi apresentada numa reunião internacional presidida pela ministra britânica dos Negócios Estrangeiros.
O pedido visa assegurar a liberdade de navegação e o direito do mar. Segundo o comunicado final, os parceiros vão explorar medidas económicas e políticas coordenadas, incluindo sanções, caso o estreito permaneça fechado.
Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, participou na reunião convocada pelo Reino Unido. Os países acordaram aumentar a pressão diplomática sobre o Irão.
O estreito de Ormuz tem visto uma quase paralisia do tráfego, afetando o fluxo de petróleo, gás natural liquefeito e fertilizantes. O impacto económico mundial já se faz sentir através da subida dos preços dos combustíveis.
Na próxima semana, Londres vai organizar um encontro a nível de planeadores militares para avaliar opções que tornem a passagem pelo estreito segura e acessível após o fim das hostilidades.
Apesar de alguns barcos ainda transitar diariamente, a operação tem diminuído consideravelmente desde o início de março. Dados de Kpler indicam uma quebra de 93% face a tempos de paz.
O Irão, que controla a costa norte, mantém o bloqueio como resposta à ofensiva de Israel e dos Estados Unidos desencadeada em 28 de fevereiro.
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