- Delegações paquistanesa e afegã reuniram-se quinta-feira em Urumqi, China, para negociar um cessar-fogo.
- O objetivo é reabrir as passagens fronteiriças e pôr fim ao conflito que eclodiu em Fevereiro.
- Islamabad acusa os taliban afegãos de abrigar grupos terroristas; o Governo afegão não confirmou a presença nas negociações.
- Foi a primeira reunião cara-a-cara entre diplomatas dos dois países desde o início do conflito; as conversações começaram na quarta-feira.
- As Nações Unidas estimam mais de duzentos civis mortos no Afeganistão desde Fevereiro, com a maioria do ataque a um centro de reabilitação em Cabul, que o Paquistão nega ter visado deliberadamente.
O Paquistão e o Afeganistão realizaram nesta quinta-feira reuniões em Urumqi, no Noroeste da China, para discutir um cessar-fogo no conflito que envolve ambos desde Fevereiro. Diplomatas de alto nível identificaram a necessidade de reabrir as passagens fronteiriças entre os dois países.
As delegações, enviadas por Islamabad, reuniram-se com lideranças afegãs num esforço de mediação apoiado pela China. O objetivo é chegar a um acordo que permita a normalização da circulação entre os dois territórios e reduzir a escalada de violência.
Fontes paquistanesas citadas pela Reuters indicam que o cessar-fogo é a prioridade, com desdobramentos ainda por definir. O encontro marca o primeiro contacto direto entre diplomatas dos dois países desde o início do conflito em fevereiro.
Os Taliban afegãos são acusados pelo Paquistão de abrigar grupos terroristas e separatistas responsáveis por ataques na região. O governo afegão não confirmou a presença de representantes nas negociações. A China tem promovido contatos entre as partes para facilitar o diálogo.
Segundo dados das Nações Unidas, mais de 200 civis morreram no Afeganistão desde Fevereiro, a maioria num ataque a um centro de reabilitação em Cabul. o Paquistão rejeita ter visado deliberadamente esse ataque.
O objetivo prioritário das negociações é permitir a reabertura das rotas fronteiriças e reduzir a violência, segundo fontes próximas aos blocos diplomáticos. O resultado das conversas ainda depende de garantias mútuas e de compromissos de segurança.
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