- O conflito entre Israel e os EUA contra o Irão já custou cerca de 186 mil milhões de dólares (161 mil milhões de euros) aos países árabes, refletindo um mês de combates.
- O secretário-geral adjunto da ONU, Abdallah Al Dardari, indicou que a perda para o PIB da região árabe é estimada em aproximadamente 6%.
- Estima-se que cerca de 3,7 milhões de empregos serão perdidos devido ao conflito.
- Além disso, aproximadamente quatro milhões de pessoas podem descer ou já ter descido abaixo do limiar da pobreza este mês.
- O alerta reforça a dependência petrolífera da região do Golfo e a necessidade de rotas alternativas ao estreito de Ormuz, devido à vulnerabilidade económica sustentada pela exportação de petróleo e gás natural liquefeito (LNG).
O conflito entre Israel e os EUA contra o Irão, que se espalhou pelo Médio Oriente, já provocou perdas estimadas de 161 mil milhões de euros para os países árabes, segundo uma avaliação de altos dirigentes da ONU. O valor corresponde a cerca de 186 mil milhões de dólares e resulta de um mês de hostilidades, com impactos económicos significativos na região.
O secretário-geral adjunto da ONU, Abdallah Al Dardari, afirmou que esperava fim imediato dos combates, apontando que cada dia de continuidade agrava consequências para a economia mundial. A avaliação aponta uma contração do PIB regional em torno de 6% e a perda de milhões de empregos por causa do conflito.
Além disso, o relatório indica que cerca de quatro milhões de pessoas adicionais na região podem cair abaixo do limiar da pobreza neste mês. O peso do petróleo no orçamento de muitos países do Golfo é destacado como fator de vulnerabilidade, dado o papel central deste recurso na economia local.
Desafios e dependências energéticas
Al Dardari sublinhou a necessidade de diversificar rotas comerciais, mencionando o estreito de Ormuz, por onde passa uma parte relevante do petróleo e do gás natural liquefeito. A economia árabe é descrita como fortemente dependente de um único produto, com impactos adicionais para países que não exportam petróleo, que dependem de remessas e de ajuda.
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