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Síria afirma ser porto seguro para a Europa pela localização estratégica

Síria apresenta-se como porto seguro para cadeias de abastecimento europeias, destacando localização estratégica e oportunidades de investimento.

Ahmad al-Sharaa
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  • O presidente sírio Ahmad al-Sharaa declarou a Síria como “porto seguro” para as cadeias de abastecimento globais, devido à sua localização estratégica e ligação ao Mediterrâneo, permitindo exportar mercadorias para a Europa sem passar pelo Mar Vermelho ou pelo estreito de Ormuz.
  • A declaração associa-se ao impacto da guerra entre os EUA e Israel contra o Irão nas economias europeias, conforme apresentado no evento no Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão.
  • O ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Johann Wadephul, destacou que a guerra contra o Irão não se alastrou para a Síria, considerado um “grande sucesso” para o governo de al-Sharaa.
  • Al-Sharaa descreveu a queda do regime de Bashar al-Assad no final de 2024 como um “novo começo” e mencionou reformas legais feitas no ano anterior para atrair investimentos e reconstrução.
  • O governante sírio enfatizou oportunidades de investimento em infraestruturas e turismo, e convidou empresas alemãs a visitarem a Síria; Wadephul frisou o papel da Alemanha na cooperação económica a médio e longo prazo.

A Síria declarou-se como um porto seguro para as cadeias de abastecimento globais, citando a sua posição geográfica estratégica a vê-la como caminho seguro para o transporte de energia através do Mar Mediterrâneo. A afirmação foi feita por Ahmad al-Sharaa numa intervenção no Ministério dos Negócios Estrangeiros da Alemanha.

O presidente sírio destacou que as exportações podem ocorrer pela Síria de forma rápida e segura para a Europa, evitando o cruzamento do Mar Vermelho e do Estreito de Ormuz. A observação surge no contexto de tensões regionais associadas a conflitos no Golfo.

Al-Sharaa referiu ainda que o país enfrenta riscos decorrentes dos atuais confrontos na região, que constituem perigos para as relações comerciais entre o Oriente e o Ocidente, especialmente no que toca à cadeia de abastecimento energético dos Estados do Golfo.

O ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, Johann Wadephul, comentou que a guerra envolvendo o Irão não se propagou para território sírio, considerando esse desenrolar um importante elemento de estabilidade para a economia síria.

O líder sírio apontou que o final de 2024 representa um novo começo com a queda do regime anterior, destacando os passos de reconstrução do país após catorze anos de conflito, incluindo alterações legais para incentivar investimentos e projectos de infraestruturas, turismo e setores-chave.

Al-Sharaa enfatizou a importância da diáspora síria na Europa, em particular na Alemanha, onde cerca de 1,3 milhões de sírios adquiriram competências que podem retornar ao país via investimentos. O apelo foi feito para que empresas alemãs visitem a Síria para conhecer a realidade no terreno.

Wadephul afirmou que a Síria tem potencial para funcionar como parte da vizinhança europeia, como mercado, produtor e parceiro estratégico entre a Europa, os Estados do Golfo e a região Indo-Pacífica. O ministro expressou a convicção de que a Alemanha pode desempenhar um papel relevante no desenvolvimento económico sírio.

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