- A Rosatom anunciou que começará a explorar urânio na Namíbia a partir de 2029.
- Além de urânio, Moscovo atrai recursos marítimos, posição estratégica e um porto no Atlântico Sul.
- A Namíbia considera a energia nuclear como solução a longo prazo para desafios da sociedade.
- Ambos os países decidiram aprofundar a cooperação bilateral, incluindo projetos conjuntos em energia nuclear e medicina.
- O vice-primeiro-ministro russo, Yuri Trutnev, afirmou os planos durante uma visita a Windhoek na semana passada.
A Rosatom anunciou que vai iniciar a exploração de urânio na Namíbia a partir de 2029. A decisão insere o país africano no mapa de minas e de energia, com foco no urânio namibiano. A iniciativa inclui também o interesse em desenvolver projetos junto nas áreas da energia nuclear e da medicina.
A discursão aponta para vantagens estratégicas: a Namíbia possui recursos marítimos e uma posição geográfica sensível na região, perto de Angola. Estes fatores atraem Moscovo para uma cooperação mais estreita com o governo namibiano.
O vice-primeiro-ministro russo, Yuri Trutnev, afirmou, durante uma visita a Windhoek na semana passada, que o acordo prevê não apenas extração de urânio, mas também parcerias em energia nuclear e medicina. A mensagem foi apresentada em tom de cooperação bilateral.
Cooperação bilateral
A Namíbia tem considerado a energia nuclear como solução de longo prazo para desafios futuros da sociedade. O objetivo é ampliar a capacidade de geração e, possivelmente, desenvolver infraestrutura associada ao setor. A cooperação com a Rússia reforça esse eixo estratégico.
Em janeiro, a ministra dos Negócios Estrangeiros e do Comércio da Namíbia, Selma Ashipala-Musavyi, reuniu-se com o ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, durante a visita de Moscovo. A reunião reforçou as vias de cooperação entre os dois países.
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