- Viktor Orbán vetou o empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia, desafiando a autoridade de António Costa enquanto presidente do Conselho Europeu.
- Costa qualificou o veto como inaceitável e afirmou que ninguém pode chantagear o Conselho Europeu.
- O veto de Orbán está ligado a um acordo anterior que lhe assegurava isenções, e agora exigi o restabelecimento total do fluxo de petróleo russo pelo oleoduto Druzhba.
- A Ucrânia diz que danificou a infraestrutura e que as reparações podem demorar cerca de um mês e meio; a União Europeia mantém exceções que permitem Druzhba, criando um equilíbrio complexo entre as questões.
- O impasse persiste até às eleições de 12 de abril; Costa e a Comissão Europeia tentam encontrar uma solução que preserve as conclusões e a coesão, sem ceder à pressão.
António Costa, presidente do Conselho Europeu, vê o veto de Viktor Orbán ao empréstimo de 90 mil milhões de euros a Kiev como o maior desafio da sua atuação. A decisão de Budapeste surge na fase final do processo de aprovação.
O veto de Orbán coloca em causa a autoridade das instituições da UE e a posição de Costa, que assumiu o cargo no fim de 2024. Em Bruxelas, a reação foi de críticas ao comportamento húngaro sem abrir precedentes para o uso de veto como arma política.
Na cimeira da semana passada, Costa e outros líderes defenderam que o veto viola o princípio da cooperação sincera. Mesmo assim, as consequências políticas estendem-se para além da verba destinada à Ucrânia.
Contexto
Em dezembro, Orbán tinha concordado com o empréstimo sob a condição de isenção total para a Hungria, com a Eslováquia e a Chéquia a beneficiar de derrogações. A mudança de posição atual elevou as tensões entre Budapeste e Bruxelas.
Desdobramentos e estratégia
Costa apelou à cooperação entre os 27 para manter a coesão, enquanto se observa a possibilidade de precedentes na tomada de decisões coletivas. Diplomatas alertam para o risco de enfraquecer a unidade europeia.
Perspectivas políticas
O veto persiste numa altura em que Orbán lidera sondagens favoravelmente para a reeleição. Em contrapartida, o tema mantém-se sob escrutínio, com Costa a procurar soluções que satisfaçam Orbán sem comprometer o apoio a Kiev.
Próximos passos
A proposta de inspeção externa ao oleoduto Druzhba, apresentada por Costa e Ursula von der Leyen, não avançou. A UE continua a explorar vias para manter o financiamento da ajuda à Ucrânia e ao mesmo tempo gerir o fluxo de petróleo russo.
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