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Trump instala estátua de Cristóvão Colombo na Casa Branca, gerando polémica

Trump ordena estátua de Colombo na Casa Branca, réplica de Baltimore derrubado em 2020, reabrindo o debate histórico

Uma nova estátua de Cristóvão Colombo em frente ao edifício Eisenhower Executive Office, no complexo da Casa Branca, a 23 de março de 2026, em Washington.
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  • Donald Trump ordenou a instalação de uma estátua de Cristóvão Colombo na Casa Branca, em frente ao Eisenhower Executive Office Building.
  • A peça é uma réplica de um monumento inaugurado em 1984 em Baltimore, que foi derrubado em 2020 durante os protestos antirracistas.
  • Segundo a Casa Branca, Colombo é visto como figura fundamental da história ocidental, por expedições financiadas por Castela que marcaram a expansão europeia na América.
  • Trump descreveu Colombo como “o herói americano original” e o porta-voz afirmou que ele será honrado para as gerações vindouras.
  • A decisão reacende o debate sobre memória histórica, com apoiantes a verem um símbolo de património cultural ocidental, enquanto críticos associam Colombo a colonização e abusos contra povos indígenas.

Donald Trump ordenou a instalação de uma estátua de Cristóvão Colombo nos terrenos da Casa Branca, diante do Eisenhower Executive Office Building. A obra, já conhecida por ter estado exposta num monumento anterior, é uma réplica de um memorial inaugurado em 1984, em Baltimore, que foi removido em 2020 durante a onda de protestos.

A Casa Branca explicou que a iniciativa visa reivindicar a figura do navegador, cujas expedições financiadas pela Coroa de Castela marcaram o início da expansão europeia na América, como parte da história ocidental. Trump descreveu Colombo como o herói americano original, alinhando a decisão com a defesa de uma visão tradicional do passado.

A estátua foi oferecida por organizações ítalo-americanas, integrando uma estratégia do presidente para restabelecer símbolos históricos removidos nos últimos anos. Anteriormente, Trump já promoveu a recuperação do Dia de Colombo no calendário oficial, substituindo o Dia dos Povos Indígenas promovido pela administração anterior.

Contexto e reação

A decisão gerou um intenso debate político e cultural no país. Apoiadores encararam a instalação como uma defesa do património cultural ocidental e do orgulho nacional. Críticos e várias organizações sociais afastaram-se do simbolismo ligado ao início da colonização e aos abusos contra povos indígenas.

A medida intensifica o debate sobre memória histórica nos Estados Unidos e sobre quais figuras devem figurar em espaços oficiais. A situação envolve a Casa Branca, aliados políticos e comunidades que defendem diferentes leituras da história colonial.

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