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ONG húngara contesta papel de antiga intérprete de Putin em missão eleitoral

ONG húngara pede o afastamento da antiga intérprete de Putin da missão de monitorização eleitoral para salvaguardar a confidencialidade

O actual primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, discursa durante a campanha para as eleições que terão lugar em Abril
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  • O Hungarian Helsikian Commitee pediu o afastamento de Daria Boyarskaya, antiga intérprete de Vladimir Putin, da missão de monitorização eleitoral na Hungria, para garantir confidencialidade.
  • A solicitação ocorre em meio às eleições de 12 de abril, consideradas as mais difíceis para o primeiro-ministro Viktor Orbán desde que chegou ao poder, em 2010.
  • Boyarskaya é assessora na Assembleia Parlamentar da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) e apoia visitas e missões de observação; já trabalhou no Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia.
  • O porta-voz da OSCE afirmou que as preocupações são infundadas e que a organização não planeia afastá-la, destacando que ela se sujeita a regras de confidencialidade e conduta.
  • Em 2022, a Polónia sancionou Boyarskaya, proibindo a sua entrada no país devido ao apoio ao governo russo; a OSCE tem sede em Viena e envolve 57 países.

O Hungarian Helskian Committee (HHC) enviou uma carta à Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), solicitando o afastamento de Daria Boyarskaya da missão de monitorização eleitoral na Hungria. A organização afirma que tal medida é necessária para manter um ambiente de confiança e confidencialidade durante as eleições de abril.

As eleições previstas são para 12 de abril, num contexto de aumento da competição entre partidos de centro-direita e direita nacionalista. O HHC sustenta que a presença de uma antiga intérprete de Putin pode comprometer a integridade do processo eleitoral e a perceção pública da imparcialidade.

Daria Boyarskaya atua na Assembleia Parlamentar da OSCE como assessora, apoiando a preparação e as visitas oficiais, bem como missões de observação eleitoral. Anteriormente, trabalhou no Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, o que motivou o pedido de afastamento, segundo o grupo.

A OSCE respondeu às preocupações da organização húngara, com o porta-voz Nat Parry a afirmar que as dúvidas são infundadas. Segundo a OSCE, Boyarskaya é uma funcionária internacional sujeita a normas de conduta e confidencialidade, sem indícios de violação.

Contexto de sanções

Em 2022, a Polónia incluiu Boyarskaya numa lista de sanções, proibindo a entrada no país. O governo polaco indicou que o apoio ao governo russo criava riscos de provocações que poderiam afetar a posição internacional da Polónia, associando-se assim a uma resposta de segurança.

A OSCE, com sede em Viena, reúne 57 países, incluindo EUA e Rússia. A organização trabalha para prevenir e monitorizar conflitos na Europa, mantendo-se neutra na análise dos factos e no cumprimento de normas de conduta.

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