- A cimeira da UE, na quinta-feira, centra-se no veto da Hungria ao empréstimo de 90 mil milhões de euros para a Ucrânia e na tentativa de o levantar antes das eleições húngaras de 12 de abril.
- Os 27 líderes discutem o mercado único, comércio, defesa, migração e o orçamento de sete anos, com foco na resolução do impasse em torno do apoio à Ucrânia.
- Orbán justifica o veto pela interrupção do fornecimento de petróleo através do oleoduto Druzhba, enquanto Kiev concordou com uma inspeção externa da infraestrutura.
- A situação no Médio Oriente também está em cima da mesa, após o pedido de Donald Trump para reabrir o Estreito de Ormuz, com reacções diversas na UE e entre aliados.
- Sobre o ETS, há divisão entre países que o veem como peso económico e aqueles que defendem o mecanismo para reduzir emissões; Ursula von der Leyen sustenta o RCLE como base para a transição energética.
A cimeira da União Europeia, marcada para quinta-feira, vai enfrentar o veto da Hungria a um empréstimo de 90 mil milhões de euros para a Ucrânia, num contexto de guerra no Médio Oriente e de preços elevados da energia. O objetivo é manter o apoio a Kiev e debater o orçamento de sete anos.
Os 27 líderes chegam a Bruxelas com a decisão de Viktor Orbán a dominar as atenções. Em dezembro, a Hungria e dois embaixadores dissidentes retiraram-se do empréstimo conjunto, permitindo aos restantes 24 avançar. Em fevereiro, porém, Orbán vetou o acordo.
Mudança de tema: Médio Oriente e energia
A cimeira analisa também a escalada no Irão e as implicações para a estabilidade global da energia. O Presidente dos EUA, Donald Trump, pediu ajuda para reabrir o Estreito de Ormuz, o que elevou o preço do petróleo acima de 100 dólares por barril.
O tema tem provocado reacções na UE, com países como a França a indicar que não participarão em operações militares para abrir o estreito, limitando-se a responsabilidades de escolta. A reunião deverá discutir soluções diplomáticas para manter a liberdade de navegação.
Discussão económica e ambiental
No eixo económico, o debate recai sobre a competitividade da UE face aos EUA e à China. Os líderes tentam chegar a uma posição sobre o Sistema de Comércio de Licenças de Emissão (ETS), cujo apoio diverge entre Estados-membros.
Ursula von der Leyen defendeu fortalecer o ETS como ferramenta de longo prazo para reduzir emissões e incentivar investimentos, ao mesmo tempo em que se prometem medidas para mitigar custos energéticos de curto prazo.
Perspectivas e fontes
Zelenskyy participou por videoconferência na tentativa de reduzir o veto húngaro, após aceitar uma inspeção externa ao oleoduto Druzhba, danificado por um ataque de drone no fim de janeiro. A conclusão dessa inspeção poderá influenciar a posição de Orbán.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, juntará-se ao debate para discutir caminhos diplomáticos. A previsão é de que a resolução sobre o empréstimo não ocorra antes das eleições húngaras de 12 de abril.
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