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Ministro libanês diz que cortar apoio iraniano ao Hezbollah é essencial

Líbano defende cortar o apoio iraniano ao Hezbollah e buscar negociações com Israel, devido à ofensiva que já ceifou cerca de 500 vidas e deslocou 700 mil pessoas

Joe Saddi, Ministro da Energia e da Água do Líbano
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  • O ministro libanês da Energia, Joe Saddi, pediu negociações diretas com Israel através de um intermediário norte‑americano para pôr termo à ofensiva israelita, que já fez cerca de cinco centenas de mortos e deslocou cerca de setecenta mil pessoas na fronteira.
  • O presidente libanês, Joseph Aoun, pediu um cessar‑fogo para deter as hostilidades terrestres e aéreas, alertando para o risco de o Líbano enfrentar uma escalada semelhante à de Gaza.
  • Líbano procurou apoio europeu, mantendo contactos bilaterais com Ursula von der Leyen e António Costa, embora Saddi diga não ter notícia de resposta até ao momento.
  • Netanyahu afirmou que o objetivo é o desarmamento total do Hezbollah; o governo libanês classificou as ações do Hezbollah como ilegais após o lançamento de foguetes no início de março.
  • Saddi reconheceu dificuldades na implementação do acordo de 2024, notando limitações do exército libanês e o comportamento de Israel, e sugerindo que o Estado precisa de meios financeiros para desmilitarizar o Hezbollah.

O ministro libanês da Energia, Joe Saddi, afirmou à Euronews que o Líbano pediu negociações diretas com Israel, mediadas por um intermediário norte‑americano, para pôr termo à ofensiva que já custou centenas de vidas e provocou o deslocamento de dezenas de milhares de pessoas. O conflito envolve o Hezbollah e tem afectado o sul do Libano e áreas de Beirute.

A Presidência libanesa pediu também um cessar-fogo para terminar as hostilidades terrestres e aéreas. O Governo alerta para o risco de o Líbano enfrentar um agravamento ou uma escalada que pondere transformar o país numa Gaza, caso não haja contenção.

Contatos internacionais e reações

Líbano manteve conversações bilaterais com a União Europeia, incluindo encontros com Ursula von der Leyen e António Costa, para obter apoio externo. Fontes próximas indicaram que não houve resposta oficial até o momento.

Alguns governos rejeitaram a proposta de mediação, segundo fontes norte-americanas e israelitas, sem confirmação pública. O objetivo declarado de Israeli premier Netanyahu é desarmar por completo o Hezbollah.

Implementação do cessar-fogo e capacidades do Libano

O primeiro-ministro libanês enfatizou que o país não está a cumprir integralmente o acordo de cessar-fogo de 2024, apontando para dificuldades logísticas e operacionais do Exército Libanês. Saddi explicou que o ritmo de implementação depende de capacidades militares e do comportamento de Israel.

O Líbano já acusou repetidamente Israel de violar o cessar-fogo no sul. Observadores apontam que o Hezbollah poderia ter reagido com menos violência se o desarmamento tivesse avançado, evitando a escalada recente.

Desmilitarização e financiamento

O ministro indicou que o Exército Libanês não possui recursos para desmilitarizar o Hezbollah de forma unilateral, sendo necessária uma ação faseada. O governo classificou as ações da milícia como ilegais desde o início de março, quando houve lançamento de foguetes contra Israel.

Saddi acrescentou que, na visão do governo, o Hezbollah, se operasse apenas como partido político, não enfrentaria resistência. A possibilidade de intervenção financeira internacional é vista como condicionada pelos riscos de nova guerra no Médio Oriente.

Perspectivas

O ministro destacou que uma redução significativa do apoio externo ao Hezbollah, especialmente do Irão, seria essencial para enfraquecer a milícia. A análise aponta para a dependência financeira e militar do grupo como factor-chave na tensão regional.

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