- O Presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou atacar o Irão “com muito, muito mais força” caso Teerão bloqueie o fornecimento de petróleo do Médio Oriente.
- O Irão disse não temer as ameaças e afirmou que pessoas mais poderosas do que Trump tentaram eliminar a nação iraniana sem sucesso, dirigindo-se ao líder norte-americano pela rede social X.
- Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, escreveu que o Irão não teme as ameaças vazias e avisou Trump para ter cuidado com as consequências.
- Os Estados Unidos e Israel lançaram, a 28 de fevereiro, um ataque militar contra o Irão para eliminar ameaças iminentes do regime.
- Em retaliação, o Irão realizou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas na região, incluindo Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque, com projéteis reportados também em Chipre, Azerbaijão e Turquia.
O Irão afirmou não temer as ameaças de Donald Trump, após o Presidente dos EUA prometer responder com “muita, muita mais força” se Teerão bloquear o fornecimento de petróleo. A reacção foi publicada pelo chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Ali Lariyani, via X, que acusou Washington de recorrer a ameaças vazias.
Trump tinha ameaçado intervir caso o Irão impeça o trânsito de petróleo na região, dizendo que não permitiria que um regime terrorista retenha o abastecimento global. O Presidente norte-americano falou a partir de uma conferência de imprensa na Flórida, reforçando que alvos estratégicos iranianos seriam atacados se necessário.
O responsável iraniano respondeu de forma contundente, sugerindo que o Irão não teme pressões externas e recordando episódios anteriores em que líderes estrangeiros não alcançaram os seus objetivos, sem especificar consequências.
O tom de Washington vem num momento de escalada entre EUA e Irão, que inclui ataques recentes. Em 28 de fevereiro, EUA e Israel lançaram uma operação militar para neutralizar supostas ameaças do regime iraniano.
Em retaliação, o Irão lançou ataques contra alvos em Israel e bases norte-americanas, bem como infraestruturas em vários países da região, incluindo Arábia Saudita, Bahrein, Emirados, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Houve ainda projéteis que chegaram a Chipre, Azerbaijão e Turquia.
Através de declarações públicas, autoridades iranianas destacam a continuidade do confronto regional e a disponibilidade de responder a ações percebidas como agressivas, mantendo a retórica de dissuasão frente a possíveis novas operações.
Entre na conversa da comunidade