- As tempestades que atingem Portugal e Espanha deixaram danos e mortes em Portugal, com chuva já a cair na Península Ibérica; não há provas de hidrossismos até ao momento.
- Em Málaga, no sul de Espanha, registaram-se sismos de magnitudes entre 1,8 e 3,6 na escala de Richter, mas não há confirmação de que sejam causados pela água.
- A Rede Sísmica Nacional espanhola indica que não existem provas científicas conclusivas de que as chuvas recentes tenham causado ou influenciado estes sismos, não os classificando como hidrossismos.
- A sismóloga Susana Custódio explica que não é possível classificá-los como hidrossimos sem estudo adequado; os mecanismos potenciais incluem sobrecarga de água ou lubrificação de falhas tectónicas.
- A relação de causalidade entre chuva e terramotos não está comprovada; é necessário estudo adicional; desde o início das tempestades, já morreram 15 pessoas em Portugal e a chuva deverá manter-se durante a semana.
Estão a ocorrer tempestades na Península Ibérica, com inundações generalizadas e danos materiais. Em Portugal, já há registos de mortes associadas à intempérie, enquanto no Sul de Espanha surgiram sismos de magnitude moderada. As autoridades e investigadores não confirmam ainda a existência de hidrossismos.
A Rede Sísmica Nacional de Espanha afirma não ter provas científicas conclusivas de que as chuvas recentes tenham causado ou influenciado os sismos estudados. Registaram-se sismos na região de Málaga, com magnitudes entre 1,8 e 3,6, atribuídos inicialmente à precipitação intensa.
Susana Custódio, sismóloga em Lisboa, explica que não é possível classificar de imediato estes eventos como hidrossismos sem estudos aprofundados. Acesso à água no subsolo pode, em teoria, influenciar falhas, mas é necessária investigação rigorosa para estabelecer causalidade.
Aperto de água e terramotos pode ocorrer por dois mecanismos: sobrecarga da crosta ou lubrificação de falhas. Contudo, permanece a possibilidade de coincidência temporal entre chuva intensa e atividade sísmica, sem relação causal comprovada.
Até ao momento, não há confirmação de hidrossismos por parte de agências oficiais portuguesas ou espanholas. O balanço atual aponta para uma sequência de tempestades sem evidência de ligação direta com sismos.
As condições meteorológicas mantêm-se adversas, com previsão de chuva contínua ao longo da semana. Desde o início deste período de mau tempo, já morreram 15 pessoas em Portugal devido aos impactos da intempérie.
Dados e perspetivas
- Em Málaga registaram-se sismos na última semana, ligados inicialmente à precipitação, mas sem confirmação de relação causal.
- Investigadores ressaltam a necessidade de estudos adicionais para compreender qualquer possível ligação entre água subterrânea e sismos.
- A avaliação oficial mantém-se cautelosa, sem classificação de hidrossismos até novas evidências.
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