- Morreu Carlos Raposo, produtor e enólogo do Dão, aos 41 anos, na madrugada deste sábado, vítima de pancreatite.
- Foi criador dos Vinhos Imperfeitos, projeto fundado em 2018 em Nelas, no Dão, com vinhos elegantes e muito minerais.
- Passou pela Niepoort e ajudou a moldar vinhos do Douro, incluindo nomes como Batuta, Redoma e Robustus.
- Formou‑se em viticultura e enologia na Bairrada e fez formação profissional em França, por Borgonha e Bordéus, passando também por produtores internacionais.
- Mantinha ligação com World Wild Wines e liderava a Quinta do Pôpa (Douro); o funeral realiza‑se nesta segunda-feira à tarde em Nelas, após missa na Capela de Nelas.
Carlos Raposo, enólogo e criador dos Vinhos Imperfeitos, morreu na madrugada deste sábado, aos 41 anos. Estava internado desde o início do ano por pancreatite. O funeral realiza-se segunda-feira à tarde, em Nelas, após a missa na Capela de Nelas.
Nelas, Dão, foi o berço do projeto Vinhos Imperfeitos criado em 2018, que consolidou Raposo como uma referência da enologia portuguesa. Formado em viticultura e enologia na Bairrada, desenvolveu grande parte da carreira no estrangeiro, passando por França, Espanha, EUA e Austrália.
Entre os marcos da sua trajetória destacam-se passagens pela Niepoort e pela Quinta de Napoles, em Armamar, onde ajudou a criar batuta de rótulos como Batuta, Redoma e Robustus. Nos anos recentes, coordenou o projeto World Wild Wines e assumiu a liderança da Quinta do Pôpa, no Douro, em 2021.
Raposo encetou ainda colaborações e consultorias, mantendo a visão de vinhos de grande frescura, elegância e precisão. Em 2023 lançou, com Defio, o vinho Defio & Carlos Raposo Vinhas Velhas Branco 2023, produzido a partir de parcelas antigas do Dão.
Ao longo da vida, afirmou que os vinhos refletem imperfeições que geram perfeição, conceito que alimentou a filosofia dos Vinhos Imperfeitos. O seu legado fica também na continuidade de projetos de viticultura e na valorização de terroir nacional.
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