- Em 2025, o chocolate foi o alimento com maior aumento de preço na União Europeia, subindo 17,8% face a 2024.
- A quebra na produção deve-se a más colheitas de cacau no Gana e na Costa do Marfim, os dois maiores produtores, responsáveis por mais de metade do cacau mundial.
- Em maio de 2025, os preços do chocolate na Europa estavam, em média, 21,1% mais elevados do que no mesmo período do ano anterior, segundo o Eurostat.
- O cacau chegou a registar um pico de cerca de 13 mil euros por tonelada, numa subida histórica frente às cotações anteriores.
- Estima-se um défice de cerca de 478 mil toneladas métricas de cacau na temporada 2023/2024, o maior em seis décadas, levando a estratégias como shrinkflation e ajustes nas receitas para conter custos.
O chocolate tornou-se mais caro e, em alguns casos, menor em tamanho nas prateleiras. Em 2025, foi o alimento com maior subida de preço na União Europeia, com um aumento de 17,8% face a 2024.
A razão principal está na produção de cacau. Más colheitas no Gana e na Costa do Marfim, dois dos maiores produtores mundiais, contribuíram para uma quebra significativa na oferta. Juntos, respondem por mais de metade do cacau global.
Ainda que a procura global permaneça elevada, as condições climáticas adversas, doenças nos cacaueiros e custos de produção mais altos têm limitado a oferta. O resultado é um mercado tight para o cacau.
Em maio de 2025, o Eurostat indicou que os preços do chocolate na Europa estavam, em média, 21,1% acima do mesmo mês de 2024. O impacto é sentido ao consumidor.
No mercado de matérias-primas, o cacau registou uma volatilidade sem precedentes: de valores entre 2 mil e 3 mil euros por tonelada, a picos de cerca de 13 mil euros. Analistas consideram o movimento histórico.
Estimativas apontam para um défice de cerca de 478 mil toneladas métricas de cacau na temporada 2023/2024, o maior registado em seis décadas. O desequilíbrio entre procura e oferta persiste.
Para a indústria, a resposta tem sido diversificada. Em várias marcas, o tamanho das tabletes tem sido reduzido sem ajuste de preço, prática conhecida como shrinkflation, para evitar aumentos bruscos.
Outras empresas alteram ligeiramente as receitas: substituição parcial de manteiga de cacau por gorduras mais baratas ou aumento da quantidade de açúcar para compensar custos. O objetivo é manter margens.
Para os consumidores, o efeito é direto: pagar mais por menos chocolate, transformando o doce numa despesa que se aproxima de um pequeno luxo.
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