- André David Piedade, 34 anos, é de Sesimbra e trabalha na padaria/pastelaria familiar Segredos da Terra, há cerca de vinte anos no negócio.
- Está a competir no MasterChef da RTP1, enfrentando pressão, câmaras e o ritmo rápido do set, com o objetivo de chegar à final.
- Vem de uma origem rural que moldou o paladar e a disciplina, com influência de avós, agricultores, produtores de leite, padeiros e pescadores.
- A cozinha de Sesimbra inspira a assinatura “massada de peixe”; memórias de infância incluem farinha torrada, carapauzinhos fritos com arroz de tomate e tomatada.
- Sonha ter a própria marca de pão com massa madre e formação de pastelaria, e destaca a importância de formação contínua e de não desistir.
André David Piedade, 34 anos, natural de Sesimbra, é o concorrente do MasterChef RTP1 que traz memórias do mar para o palco do programa. Trabalha numa padaria/pastelaria familiar, Segredos da Terra, e entrou no concurso vindo de uma carreira fora das cozinhas profissionais. Cresceu na região rural, entre avós, pescadores e produtores locais.
Filho da tradição da padaria, André afirma que começou a trabalhar cedo, aos 20 anos, para crescer com formação técnica e muito empenho. Fora do programa, acompanha a vida com a mulher e dois animais de estimação, encontrando paz na pesca e na família.
A origem nostalgia de Sesimbra molda o paladar do concorrente, que descreve a aprendizagem diária com quem o rodeia. Avós, agricultores e pescadores marcaram o gosto pela simplicidade e pela disciplina. A ideia de que o esforço é necessário acompanha-o desde a infância.
A cozinha de Sesimbra como escola de sabores
André define a cozinha com três palavras: conforto, simplicidade e satisfação. A ligação à Sesimbra é evidente na importância do mar, peixe e marisco na sua alimentação. Entre os pratos que o acompanham estão enguias, massas de peixe e peixe assado, com a farinha torrada como memória de infância.
A ideia de levar Sesimbra ao júri do MasterChef surge da ligação entre produto local e técnica. Em momentos de celebração, aponta ensopado de enguias no Lagoeiro e peixe assado no Pérola Dourada como referências de qualidade e frescura do território.
Dentro do set, pressão e aprendizagem
No set, a maior surpresa foi lidar com a produção de televisão e a pressão de tempo. A ideia de escolher rapidamente o que cozinhar tornou-se um desafio constante. Diante das câmaras, o ritmo acelerado influencia as decisões e o desempenho.
Houve momentos de dúvida, mas a motivação passa pela perspectiva de estar num espaço de prestígio e pela vontade de melhorar. O apoio da família, especialmente da mãe, é citado como força emocional que orienta a participação.
Críticas, elogios e assinatura
Entre as críticas, destaca-se uma observação sobre a decoração de rissóis, considerada de estilo dos anos 90. O foco é transformar críticas em melhoria contínua, aceitando o feedback como construtivo. Elogios chegam quando chefs manifestam vontade de provar mais pratos.
Os pontos fortes de André são sabor, organização e técnica, com dificuldade na criatividade diante de ingredientes pouco habituais. A assinatura criativa é a massada de peixe, desenvolvida a partir da observação dos ingredientes disponíveis.
Futuro e objetivos
Para além do MasterChef, o concorrente traça planos de ter a própria marca de pão com massa mãe e formação de pastelaria. O objetivo é manter humidade, enfrentar desafios e, acima de tudo, continuar a aprender. A história de André em Sesimbra inspira a perseverança.
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