- O órgão legislativo chinês aprovou o esboço do XV Plano Quinquenal (2026-2030), colocando a segurança energética como prioridade estratégica.
- O plano prevê a construção de um novo gasoduto com a Rússia no Extremo Oriente e trabalhos para uma ligação energética adicional entre os dois países, incluindo a chamada rota central associada ao projeto Força da Sibéria 2.
- O documento indica que o projeto poderá fornecer até cinquenta mil milhões de metros cúbicos de gás por ano durante várias décadas.
- Em paralelo, o plano interno inclui a construção da segunda linha do gasoduto Sichuan-Leste, para transportar gás das regiões interiores para a costa industrial.
- A aprovação acontece num contexto de volatilidade nos mercados energéticos, com subidas de preços do petróleo e medidas de abastecimento tomadas por países para proteger as suas reservas estratégicas.
O parlamento chinês aprovou o esboço do XV Plano Quinenal (2026-2030), que prevê a construção de um novo gasoduto com a Rússia e a preparação de uma ligação energética adicional entre os dois países. A decisão foi tomada na sessão de encerramento da Assembleia Popular Nacional.
O documento coloca a segurança energética como prioridade estratégica num cenário de mudanças globais. A China pretende reforçar a cooperação internacional no desenvolvimento de recursos energéticos e assegurar rotas estratégicas de abastecimento.
Entre os projectos, está o gasoduto China-Rússia do Extremo Oriente e o avanço de trabalhos para a chamada rota central, associada ao futuro gasoduto Força da Sibéria 2. O plano pode fornecer até 50 mil milhões de metros cúbicos de gás por ano durante várias décadas.
Rota e investimentos
No âmbito interno, o texto prevê a construção da segunda linha do gasoduto Sichuan-Leste, destinada a levar gás das regiões interiores para a costa oriental industrial. A aprovação ocorreu numa fase de volatilidade nos mercados de energia.
A semana registou subida de preços do petróleo após ataques perto do estreito de Ormuz, o que intensificou preocupações sobre o abastecimento. A China confirma que pretende manter a segurança de fornecimento, em linha com o plano quinenal.
O regulador chinês determinou aumentos de tarifas na gasolina e no gasóleo, e pediu às empresas estatais CNPC, Sinopec e CNOOC garantirem o abastecimento estável. O Ministério dos Negócios Estrangeiros ressaltou que Pequim tomará medidas necessárias para proteger a segurança energética.
A cooperação energética entre China e Rússia tem-se intensificado desde 2022, quando Xi Jinping e Vladimir Putin anunciaram uma parceria de amizade sem limites. Moscovo consolidou-se como importante fornecedor de petróleo e gás à China.
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