- Pepe, ex-jogador português, será chamado a testemunhar no processo da chamada “Máfia das Insolvências”.
- Esta semana foram detidos três administradores judiciais, um advogado e seis empresários, suspeitos de crimes relacionados com fraudes em falências.
- O empréstimo de 320 mil euros, não reembolsado, foi concedido por Pepe a um amigo empresário detido pela Polícia Judiciária do Porto.
- Como garantia, Pepe ficou com uma hipoteca sobre uma vivenda de Oliveira de Azeméis, que terá estado envolvida num esquema de ocultação de património para defraudar credores.
- A casa terá passado por várias mudanças de titularidade, segundo a investigação.
O empresário detido no âmbito da operação conhecida como Máfia das Insolvências foi apresentado esta semana pela Polícia Judiciária do Porto, juntamente com outras seis empresas e um advogado, por alegadas fraudes em falências. A investigação envolve desvios de vulto no contexto de falências e revela um empréstimo de 320 mil euros não reembolsado, concedido por um antigo internacional português de futebol a um amigo empresário.
O jogador Pepe, que terá de prestar testemunho no processo, está envolvido na investigação por ter aceitado como garantia uma hipoteca sobre uma moradia em Oliveira de Azeméis. A casa, de elevada valorização, tem sido alvo de escrutínio por suspeitas de ocultação de património para defraudar credores.
Desdobramentos no processo
Segundo as autoridades, o conjunto de detenções inclui três administradores judiciais, um advogado e seis empresários, todos ligados à mesma rede de operações. A PJ do Porto indica que o esquema visava desviar fortunas através de falências manipuladas, com complexos movimentos de bens para illicitamente beneficiar alguns utilizadores.
Os investigadores indicam que o empréstimo de 320 mil euros, não reembolsado, está no centro das suspeitas. A hipoteca sobre a moradia funciona como garantia ao acordo financeiro entre o amigo empresário e o antigo jogador, que poderá ser chamado a depor como testemunha durante o processo. As autoridades não avançaram com prazos, mantendo o processo em fase de instrução.
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