- Em 2025, a área sob alerta de desflorestação na Amazónia foi de 3.817 km², menos 8,7% do que em 2024; no Cerrado foi de 5.369 km², menos 9%.
- Este é o menor valor para a Amazónia nos últimos oito anos e a taxa mais baixa no Cerrado desde 2021; os dados são do sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
- Os números representam alertas precoces, não o resultado definitivo; os dados oficiais virão do sistema Prodes, mais preciso e divulgado anualmente.
- No conjunto dos dois biomas, a perte de Mato Grosso respondeu por quase metade da área desflorestada na Amazónia (1.497 km²); Pará e Amazonas registaram 979 e 721 km², respetivamente.
- No Cerrado, destacam-se Maranhão (1.190 km²), Tocantins (1.133 km²) e Piauí (1.005 km²) como os estados com maior desflorestação, com a dinâmica ocorrendo sobretudo em áreas privadas.
A desflorestação caiu 9% na Amazónia brasileira e no Cerrado em 2025, segundo dados do sistema Deter do INPE. Mortalha de alerta abrange 3817 km² na Amazónia (queda de 8,7% vs 2024) e 5369 km² no Cerrado (queda de 9%). Os números refletem o segundo ano consecutivo de redução em ambos os biomas.
Na Amazónia, 2025 marcou o menor valor de oito anos, enquanto no Cerrado foi a taxa mais baixa desde 2021. Os dados, divulgados recentemente, são um alerta precoce para orientar ações de fiscalização ambiental do Ibama e outros órgãos.
Dados principais
- Amazónia: 3817 km² sob alerta, -8,7% (2024→2025).
- Cerrado: 5369 km² sob alerta, -9% (2024→2025).
- Mato Grosso respondeu pela quase metade da área desflorestada na Amazónia (1497 km²).
Pará e Amazonas também mostraram melhoria, com quedas de 36% e 9% respetivamente. Maranhão, Tocantins e Piauí lideram a lista de desflorestação no Cerrado, com 1190, 1133 e 1005 km², respectivamente, todos fortes mas em ritmo decrescente.
Contexto de monitorização
A linha de base do Deter serve para orientar ações de fiscalização, não sendo o registro definitivo. O Prodes, outro sistema do INPE, fornece números oficiais anuais mais precisos. Em 2024, a redução na Amazónia foi de 19% face a 2023.
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a desaceleração em parte de 2024 deveu-se à seca extrema, que elevou a degradação e os incêndios. A partir de agosto de 2025, os alertas permaneceram abaixo dos registados no mesmo período do ano anterior, indicando continuidade da tendência de queda.
Observações de especialistas
A redução no Cerrado deve-se sobretudo à maior fiscalização federal e à articulação com estados do Matopiba. Especialistas apontam que, apesar da diminuição, o Cerrado continua a perder milhares de km² por ano, com grande parte da pressão incidindo sobre áreas privadas.
O governo ressalta que o desmatamento no Cerrado ocorre majoritariamente em propriedades privadas, em parte devido ao Código Florestal. O diálogo com estados, melhoria de autorizações e monitorização reforçada são vistos como fatores de melhoria, embora não uma solução única.
Perspectiva
Analistas destacam que a continuidade da redução depende de ações integradas de fiscalização, políticas públicas e crédito condicionado. Observam que migrar a pressão entre biomas exige coordenação entre governo federal, estados e setor financeiro para impactos sustentáveis.
Entre na conversa da comunidade