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Inflação nos EUA sobe para 3,3% com aumento do custo da energia

Inflação nos Estados Unidos sobe para 3,3% em março, impulsionada pela energia devido à guerra com o Irão, pressionando a Reserva Federal a avaliar próximos passos

ARQUIVO. Edifício da Reserva Federal em Washington, D.C., jun. 2025
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  • Em março, a inflação nos EUA acelerou para 3,3% em termos homólogos, impulsionada pelo aumento dos custos de energia devido à guerra com o Irão.
  • A inflação mensal ficou em 0,9%, a maior subida desde 2022, com a inflação subjacente a 2,6% e o núcleo mensal a 0,2%.
  • Os preços da gasolina subiram cerca de 20% em março, reduzindo o poder de compra das famílias e a perspetiva de crescimento económico no curto prazo.
  • A leitura reforça o foco da Reserva Federal, com o presidente da Fed de São Francisco a indicar que um corte de juros poderia ocorrer se o cessar-fogo no Médio Oriente estabilizar os preços do petróleo.
  • A próxima reunião do Comité Federal de Mercado Aberto ocorre a 28 e 29 de abril, para decidir sobre a trajetória da taxa de juro diretora.

Os preços ao consumidor nos EUA aceleraram em março, com a inflação anual a subir para 3,3%. O aumento deve-se sobretudo aos custos energéticos elevados, impulsionados pela escalada da tensão com o Irão. O IPC foi divulgado pelo Bureau of Labor Statistics.

Em termos mensais, a inflação registou um avanço de 0,9%, o maior desde 2022, em linha com previsões. A inflação subjacente, que exclui alimentação e energia, subiu 0,2% no mês e chegou a 2,6% no extrapolado anual. Este indicador ainda se mantém abaixo da inflação total.

Os preços da gasolina dispararam cerca de 20% em março face a fevereiro, refletindo perturbações no mercado petrolífero mundial. O aumento de custos pesou no poder de compra das famílias e aponta para um crescimento económico mais lento no curto prazo.

Implicações para a política da Fed

Antes da divulgação, a presidente da Federal Reserve de São Francisco indicou que o ritmo atual da inflação não surpreenderia. Se o conflito com o Irão se acalmar rapidamente e o petróleo recuar, poder‑se-ia considerar uma redução de juros, desde que o cessar-fogo permaneça estável.

Os números mostram um cenário de inflação mais contida, com a pressão assentando-se principalmente sobre a energia. A leitura sugere que o pico pode ser temporário, dependendo do comportamento dos preços de energia e de fatores geopolíticos.

Com o ceptor de política monetária a vigiar, a próxima reunião do FOMC está marcada para 28 e 29 de abril. O comité vai avaliar se mantém a taxa de juro inalterada ou sinaliza mudanças futuras, à luz dos dados de março.

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