- A administradora do Banco de Portugal, Francisca Guedes de Oliveira, disse que o sistema bancário deve estar preparado para amparar choques, financiar e acompanhar a retoma da economia.
- As declarações foram feitas no encerramento da conferência Banking on Change, organizada pelo jornal Eco.
- Garantiu que o setor tem ajudado a absorver crises recentes, como a covid-19, e as tempestades de fim de janeiro e início de fevereiro em Portugal.
- Em contexto de rápida transformação global, destacou a possibilidade de inflação e de duas subidas da taxa de juro até ao final do ano.
- Reforçou que supervisão e indústria partilham o objetivo de um sistema financeiro sólido, confiável, justo, transparente e capaz de fomentar a inovação.
A administradora do Banco de Portugal (BdP), Francisca Guedes de Oliveira, afirmou que o sistema bancário deve estar preparado para suportar choques e acompanhar a retoma económica. A declaração ocorreu no encerramento da conferência Banking on Change, organizada pelo jornal Eco.
Durante o discurso, a dirigente enfatizou que o papel das instituições financeiras é estabilizar, financiar e permitir que famílias e empresas recuperem o ritmo, especialmente num contexto global volátil. Apontou exemplos de resposta à covid-19 e às perturbações que afetaram Portugal no final de janeiro e início de fevereiro.
Francisca Guedes de Oliveira sublinhou que o mundo está em rápida transformação e que o sector bancário ganha relevo nessas condições. Considerou natural que haja incertezas sobre inflação e política monetária, com mercados já a antecipar novas subidas de juros até ao fim do ano.
A administradora destacou que, apesar de supervisão e indústria serem, por vezes, vistos de forma oposta, partilham o mesmo objetivo: um sistema financeiro sólido, confiável e capaz de apoiar o desenvolvimento económico. A perspetiva sistémica da supervisão é fundamental, acrescentou.
Contexto e visão estratégica
Foi referido que a supervisão deve ir para além do microprudencial, promovendo um mercado justo, equitativo e transparente. A dirigente indicou ainda que a cooperação entre reguladores e bancos pode, na prática, estimular a inovação no setor financeiro.
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