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Governadores de bancos centrais defendem independência da Fed e do presidente

Governadores de bancos centrais, incluindo Lagarde, apoiam a independência da Fed perante investigações que podem resultar em acusações a Powell

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Jerome Powell
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  • Governadores de bancos centrais, incluindo Christine Lagarde, expressaram solidariedade com a Reserva Federal dos EUA e com o presidente Jerome Powell face a uma ação judicial considerada uma tentativa de intimidação.
  • A carta conjunta afirma que a independência dos bancos centrais é essencial para a estabilidade de preços, financeira e económica.
  • A ação surge após Powell divulgar que a Fed recebeu uma intimação do Departamento de Justiça, ligada a custos de renovações na sede em Washington e a uma audiência no Congresso.
  • Powell disse que o procedimento é sem precedentes e parte de pressões para cortar mais as taxas, apesar da inflação acima da meta; afirmou que não cederá.
  • A Casa Branca negou que Donald Trump esteja por trás da investigação; a carta conta com signatários de bancos centrais de vários países, incluindo Reino Unido, Suécia, Austrália, Canadá, Coreia e Brasil.

Governadores de bancos centrais internacionais manifestaram nesta terça-feira solidariedade com a Reserva Federal dos EUA e com o seu presidente, Jerome Powell, frente a uma ação judicial que é vista como uma tentativa de intimidação. A posição conjunta enfatiza a importância da independência das autoridades monetárias para a estabilidade de preços e da economia.

Entre os signatários da carta de apoio estão Christine Lagarde, presidente do BCE, e Andrew Bailey, governador do Banco de Inglaterra, acompanhados de colegas de países como Suécia, Austrália, Canadá, Coreia e Brasil. A declaração reforça que a independência é essencial para manter a credibilidade das políticas públicas.

Contexto da investigação e resposta oficial

No fim de semana, Powell afirmou que recebeu uma intimação do Departamento de Justiça, com potencial de acusações criminais ligadas a custos de obras na sede da Fed em Washington. O banco central descreveu o procedimento como sem precedentes e atribuiu o movimento a pressões políticas para reduzir as taxas de juro.

A Procuradora dos EUA para o Distrito de Columbia disse que a Fed não respondeu a um contacto do seu gabinete sobre os custos excedentes da reforma, o que motivou procedimentos legais. O Governo dos EUA negou que Donald Trump esteja por trás da investigação, assegurando que não houve ordem de instrução nesse sentido.

Reações oficiais e próximos passos

Trump havia já sugerido a possibilidade de responsabilizar Powell por questões relacionadas com a reforma da sede, segundo relatos de 29 de dezembro. O Gabinete presidencial recusou qualquer instrução ou coordenação nessa direção.

A nota conjunta de apoio foi publicada nesta terça-feira e assinada por líderes monetários de várias economias. O objetivo é defender a independência institucional diante do escrutínio legal e público em torno do processo em curso.

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