- Morreu este sábado Jürgen Habermas, aos 96 anos, anunciou a editora Suhrkamp Verlag.
- Nascido em 1926, em Düsseldorf, Habermas foi reconhecido como um dos mais influentes pensadores do pós‑Guerra.
- A sua obra integrou filosofia, sociologia e teoria política, associando‑se à democracia, racionalidade e vida em sociedade.
- Como membro da Escola de Frankfurt, influenciou a teoria social crítica de Adorno e Horkheimer, defendendo a linguagem e a razão comunicativa como mediadoras entre sociedade e Estado na Esfera Pública.
- Defendia a Europa e o federalismo europeu para evitar reacções nacionalistas; enfrentou críticas ao que chamou de “fascismo de esquerda” nos anos sessenta e contestou a unificação das duas Alemanha após o Muro de Berlim.
Jürgen Habermas morreu aos 96 anos neste sábado, segundo anúncio da editora Suhrkamp Verlag. O filósofo alemão foi reconhecido como um dos mais influentes pensadores do pós‑Guerra, com impacto transversal na filosofia, sociologia e teoria política.
Nascido em 1926, em Düsseldorf, Habermas ficou ligado à Escola de Frankfurt. A obra dele ligou democracia, racionalidade e vida em sociedade, destacando a linguagem como base da estrutura social e mediadora entre sociedade e Estado.
Nos seus estudos, Habermas desenvolveu a ideia de uma Esfera Pública capaz de promover comunicação racional entre cidadãos e instituições. Defendia o papel da comunicação na formação de consensos democráticos.
Carreira e contribuição
O pensador tornou-se referência na crítica ao fascismo e ao papel da razão na organização social. Apoiou a defesa da Europa e, nos últimos anos, o federalismo europeu como forma de evitar nacionalismos.
Durante a década de 1960, Habermas foi figura central nos debates estudantis sobre o autoritarismo e criticou a ideia de que a Democracia Ocidental fosse exclusivamente positiva. Também analisou a unificação alemã.
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