- Morreu o escritor, jornalista e argumentista Mário Zambujal aos 90 anos, na quinta-feira; nasceu em Moura a 5 de março de 1936.
- A Academia Portuguesa de Cinema destaca que a obra dele atravessou várias áreas da cultura portuguesa e deixou marca no audiovisual e no cinema.
- Destacou-se na ficção com Crónica dos Bons Malandros (1980), romance adaptado ao cinema por Fernando Lopes e, em 2020, para televisão na RTP1, com oito episódios dirigidos por Jorge Paixão da Costa.
- Ao longo da carreira, trabalhou no jornalismo em A Bola, Diário de Notícias, O Século, Record e Se7e, e contribuiu para o audiovisual como autor e argumentista de séries de ficção.
- Deixa um legado no jornalismo, literatura e cinema, com contribuições para a escrita de argumentos em Portugal; a academia apresenta condolências à família, amigos e colegas.
A Academia Portuguesa de Cinema confirmou a morte de Mário Zambujal aos 90 anos, nesta quinta-feira. A instituição destacou que a obra do escritor, jornalista e argumentista atravessou várias áreas da cultura portuguesa e deixou uma marca relevante no audiovisual e no cinema. O óbito ocorreu este dia, em honra à memória de um autor que nasceu em Moura, a 5 de março de 1936.
Ao longo de décadas, Zambujal construiu uma carreira destacada no jornalismo português, com passagens por A Bola, Diário de Notícias, O Século, Record e Se7e. Tornou-se também uma figura pública por meio da rádio e da televisão, conforme releva a academia em comunicado.
Obra literária e passagem pelo cinema
No campo da ficção, destacou-se com Crónica dos Bons Malandros (1980), o seu romance de estreia, uma das obras mais populares da literatura portuguesa contemporânea. O livro foi adaptado ao cinema numa longa-metragem dirigida por Fernando Lopes, que ajudou a levar o universo literário de Zambujal ao grande ecrã.
Décadas depois, o romance voltou a ganhar vida no audiovisual, numa série de televisão da RTP1 em 2020, realizada por Jorge Paixão da Costa e com oito episódios inspirados no livro. A academia sublinha que estas adaptações reafirmaram a permanência da narrativa de Zambujal.
Além da escrita ficcional, Mário Zambujal colaborou no audiovisual como autor e argumentista, contribuindo para o reforço da escrita de argumentos em Portugal. Estreou-se na televisão com guiões de várias séries e programas de ficção.
Ao longo da sua carreira, Zambujal escreveu guiões de séries como Lá em Casa Tudo Bem (1987), com Raul Solnado e Artur Santos, Isto é o Agildo (1995) com Agildo Ribeiro, Nós os Ricos (1996) e Os Imparáveis (1996). A Academia sublinha o humor, a observação social e o olhar sobre a vida urbana portuguesa como traços marcantes da sua obra.
A academia expressa condolências à família, aos amigos e a todos os profissionais que com ele trabalharam. Mário Zambujal deixa um legado que atravessa jornalismo, literatura e audiovisual, mantendo presença duradoura na cultura portuguesa.
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