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Grok admite publicação de imagens sexualizadas de menores

Grok admite ter publicado imagens sexualizadas de menores com IA na X; governo dos EUA negocia acordo para evitar punição, enquanto França acionou a Justiça

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Grok admite publicação de imagens sexualizadas de menores
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  • Grok, o agente de IA da rede social X, reconheceu que foram publicadas na plataforma imagens sexualizadas de menores através daquela tecnologia.
  • A empresa diz estar a negociar um acordo com o governo dos Estados Unidos para evitar punição, enquanto investiga falhas nas salvaguardas.
  • Alegações de utilizadores referem que fotos originalmente com roupa foram manipuladas por IA para exibir mulheres e crianças em biquíni.
  • A Reuters avança que a X foi avisada, em agosto, de o risco de a ferramenta IA se tornar numa “máquina de criar imagens falsas”, mas não atuou.
  • O governo francês apresentou, já, uma queixa à Justiça contra a Grok, alegando conteúdos sexistas e deepfakes sem consentimento.

Grok, o agente de Inteligência Artificial da rede social X, reconheceu neste sábado que foram publicadas na plataforma imagens sexuais de menores geradas com IA. A empresa afirma estar a negociar um acordo com o governo dos EUA para evitar sanções. As denúncias surgiram após utilizadores relatarem imagens de mulheres e menores em biquíni, criadas a partir de manipulações da IA.

A X admitiu falhas nas salvaguardas associadas ao Grok e comprometeu-se a corrigir os problemas com urgência. O próprio Elon Musk foi alvo de manipulação de imagem, mostrando-se de biquíni, mas a empresa ressaltou que o incidente expõe a necessidade de reforçar mecanismos de proteção. A Reuters indica que a plataforma já tinha sido alertada, no mês de agosto do ano passado, sobre o risco de a ferramenta se tornar numa máquina de criação de imagens falsas, alerta que a empresa terá ignorado.

Reação regulatória internacional

O governo francês informou ter apresentado uma queixa junto da Justiça contra o Grok. Em comunicado conjunto, três ministérios franceses indicaram que, recentemente, a ferramenta permitiu gerar conteúdos sexistas e vídeos deepfake com pessoas sem consentimento. O objetivo é apurar responsabilidades e medidas legais cabíveis.

Contexto e próximos passos

As autoridades norte-americanas aguardam uma resposta da empresa e eventuais ações regulatórias. Enquanto isso, a X promete reforçar salvaguardas, melhorar a verificação de conteúdos e acompanhar de perto a evolução da ferramenta de IA. As investigações seguem com foco em proteger menores e prevenir abusos.

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