- O Papa Leão XIV encerrou o Ano Santo de 2025 no Vaticano, condenando o consumismo e a xenofobia e convocando cardeais para duas jornadas de governação da Igreja.
- A cerimónia marcou o fim do Jubileu, que reuniu cerca de 33 milhões de peregrinos e teve início com a abertura pelo Papa Francisco e encerramento pelo seu sucessor, algo que não ocorria desde 1700.
- Leão XIV pediu aos cristãos que reflitam sobre acolher o estrangeiro e resistir à bajulação daqueles que detêm o poder, criticando uma economia que pretende lucrar com tudo.
- O pontífice lançou as reuniões com cardeais de todo o mundo para debater a governação da Igreja Católica, que tem 1,4 mil milhões de fiéis, sinalizando o início de uma nova fase do seu papado.
- O próximo Jubileu ficará para 2033, para assinalar dois mil anos da morte e ressurreição de Jesus Cristo.
O Papa Leão XIV encerrou hoje o Ano Santo de 2025 no Vaticano, criticando o consumismo e a xenofobia. O líder máximo da Igreja convocou cardeais para duas reuniões sobre a governação da Igreja Católica, que começam amanhã.
O Jubileu, celebrado a cada 25 anos, recebeu cerca de 33 milhões de peregrinos em Roma. Foi marcado pela passagem histórica de um pontífice americano para outro, com o Papa Francisco a ter aberto o jubileu em dezembro de 2024 e Leão XIV a encerrá-lo, um fenómeno quase inédito desde 1700.
Na homilia, o Papa ressaltou o acolhimento do estrangeiro e a rejeição de quem explora o poder. Afirmou que a economia atual tende a distorcer valores e pediu que se reconheça o peregrino no visitante e o próximo no forasteiro.
Agenda e notas institucionais
Leão XIV convocou cardeais de todo o mundo para debater a governação da Igreja, com foco nos 1,4 mil milhões de fiéis. A cerimónia de Epifania coincidiu com o encerramento de um ano de eventos que marcaram o início do seu pontificado.
O próximo Jubileu ficou marcado para 2033, para assinalar os 2.000 anos da morte e ressurreição de Jesus, conforme a contagem bíblica. Alguns projectos de obras públicas associadas ao Jubileu foram alvo de controvérsia no passado.
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