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Ex-marinheiro dos EUA condenado a 16 anos por vender informações à China

Ex-marinheiro dos EUA condenado a 200 meses por vender manuais técnicos e dados de navios a agente da China, após 18 meses de contacto encriptado

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  • Jinchao Wei, ex-marinheiro da Marinha dos EUA, foi condenado a 200 meses de prisão (≈ 16 anos e 8 meses) por vender informações à China.
  • O julgamento ocorreu em San Diego; o júri o considerou culpado de seis crimes, incluindo espionagem, em agosto.
  • Wei foi recrutado em 2022 por meio de redes sociais por um agente que dizia trabalhar para a China Shipbuilding Industry Corporation.
  • Entre os itens vendidos estavam 60 manuais técnicos e de operação, incluindo sistemas de controlo de armamento, aeronaves e elevadores de convés, bem como fotografias e vídeos do USS Essex e a localização de navios norte‑americanos.
  • O caso envolve ainda Wenheng Zhao, outro ex-marinheiro condenado em 2024 a pouco mais de dois anos de prisão por conspiração e subornos; as autoridades têm alertado para a ameaça de espionagem chinesa.

Um ex-marinheiro da Marinha dos EUA foi condenado a 200 meses de prisão por vender informações a um agente que trabalhava para a China. O veredito foi aplicado em San Diego, onde o júri declarou Jinchao Wei culpado de seis crimes, incluindo espionagem.

Wei, de 25 anos, servia a bordo do USS Essex e já vinha sendo investigado desde 2022 por contactos com um agente da China Shipbuilding Industry Corporation. A sentença foi anunciada na segunda-feira por um juiz federal.

Segundo o Departamento de Justiça, Wei recebeu mais de 12 mil dólares pela informação divulgada, incluindo manuais técnicos e de operação de navios e sistemas de defesa. Os arquivos continham avisos de controlo de exportações.

O caso envolve ainda Wenheng Zhao, o outro marinheiro baseado na Califórnia. Em 2024, Zhao foi condenado a pouco mais de dois anos de prisão por conspiração e suborno ligado ao exercício de funções oficiais.

As autoridades sublinham a contínua preocupação com espionagem atribuída ao Governo chinês, com vários processos criminais contra agentes de serviços de informação de Pequim em áreas governamentais e comerciais.

Wei foi recrutado em 2022 por um agente que se apresentava como entusiasta da Marinha, alegadamente ligado a uma empresa estatal. Wei comunicava através de mensagens encriptadas, mantendo contacto com o agente por 18 meses.

Ao longo desse período, Wei enviou fotografias e vídeos do Essex, informou a localização de navios da Marinha e revelou detalhes de armas e sistemas a bordo. Um conjunto de 60 manuais técnicos foi vendido.

O Essex é descrito pela Marinha como capaz de suportar uma força de desembarque do Corpo de Fuzileiros Navais com mais de duas mil militares, em operações aéreas e anfíbias.

Num pedido de desculpas ao juiz, Wei afirmou que não deveria ter partilhado informações com o que considerava um amigo, atribuindo ao isolamento e à solidão a falha de discernimento.

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