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Portugal é o 60.º país a assumir exploração responsável da Lua e Marte

Portugal firma os Acordos Ártemis, tornando-se o 60.º país a comprometer exploração pacífica da Lua, Marte e outros corpos celestes, com foco em cooperação e transparência

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A nossa Lua, que este ano deverá receber novamente astronautas norte-americanos numa missão orbital
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  • Portugal é o 60.º país a comprometer-se com a exploração responsável da Lua, Marte, cometas e asteróides, segundo a NASA.
  • A formalização foi feita no domingo pela secretária de Estado da Ciência e Inovação, Helena Canhão, e anunciada na 52ª Comissão Bilateral Permanente Portugal-Estados Unidos, em Lisboa.
  • Os Acordos Ártemis exigem explorar de forma pacífica, prestar auxílio, garantir acesso a dados científicos e assegurar que as atividades não interferem com outros países.
  • O comunicado da Agência Espacial Portuguesa aponta que os acordos reforçam princípios do Tratado do Espaço Exterior e promovem práticas de comportamento responsável na exploração civil do espaço.
  • O contexto envolve o programa lunar dos EUA e a participação de países da ESA, com planos para a estação orbital da Lua Gateway e missões futuras para Marte.

Portugal é o 60.º país a assumir a exploração responsável da Lua e de Marte, segundo a NASA. O compromisso foi formalizado no domingo por Helena Canhão, secretária de Estado da Ciência e Inovação, em Lisboa. A agência norte‑americana divulgou o passo esta segunda-feira.

O acordo integra os Acordos Ártemis, que defendem exploração pacífica, cooperação e partilha de dados científicos. A assinatura ocorreu durante a 52.ª Comissão Bilateral Permanente Portugal–Estados Unidos, no âmbito de um encontro semestral em Lisboa.

Segundo a NASA, os países signatários devem evitar interferência nas atividades de outros Estados, conservar sítios históricos e criar boas práticas para exploração civil. O texto também reforça o acesso a dados que beneficiem toda a humanidade.

Contexto e adesão de Portugal

O comunicado da Agência Espacial Portuguesa reforça que os Ártemis promovem o cumprimento de tratados internacionais relacionados ao espaço e encorajam práticas responsáveis na exploração orbital e na superfície lunar e marciana.

O embaixador dos EUA em Portugal, John J. Arrigo, participou no encontro e realçou a importância de princípios comuns para manter o espaço estável, seguro e acessível a todas as nações. O director‑executivo da APSA, Hugo Costa, também participou.

Em 2020, os EUA, com a NASA e o Departamento de Estado, lançaram os Ártemis com outras oito nações, entre elas Portugal, para coordenar atividades lunares em benefício global.

Perspetivas do programa lunar

O programa Ártemis dos EUA prevê enviar astronautas de volta à órbita lunar este ano e pousar na Lua em 2027, incluindo a primeira mulher e o primeiro membro de um grupo racialmente diverso. A missão envolve a nave Órion, com participação de componentes europeus.

O presidente da NASA destacou que Portugal já é ativo em iniciativas espaciais internacionais e líder em tecnologias de pequenos satélites. A ESA confirmou que três astronautas europeus vão integrar missões à Gateway, a estação orbital lunar.

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