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Conan Osiris regressa aos palcos: não é personagem, é artista

Conan Osiris regressa aos palcos no Porto com concerto interativo, a apresentar Xenonexo e Musicae MMXV, evidenciando evolução artística.

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Hora e meia de um espetáculo sem necessidade de aparatos visuais além dos movimentos dos bailarinos, umas vezes frenéticos, outras vezes doces, e da figura franzina de Conan Osiris
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  • Conan Osiris regressou aos palcos no Porto, apresentando quase 20 temas entre Xenonexo e o mini-álbum Musicae MMXV, com músicas como 125X8AGRE e Cartomancia.
  • Xenonexo condensa vinte faixas numa hora e o Musicae MMXV reúne música partilhada em dois mil e quinze que nunca tinha sido lançada oficialmente nas plataformas de streaming.
  • O concerto destacou a abordagem performativa do artista, com bailarinos, momentos de improviso e interacção direta com o público, incluindo pedidos de canções em tempo real.
  • O registo emocional e o humor característico de Conan foram elencados por fãs que viram nele “um artista” autêntico, não apenas uma personagem.
  • Conan Osiris, nascido Tiago Miranda, tem 37 anos, ficou conhecido por vencer o Festival da Canção de 2019 e continua a colaborar com vários músicos nacionais.

Conan Osiris regressou aos palcos com a estreia de Xenonexo, uma coletânea de 20 faixas apresentada de surpresa no final de dezembro, acompanhada pelo mini-álbum Musicae MMXV. O concerto no Porto marcou o regresso do artista depois de uma ausência prolongada.

O espetáculo reuniu fãs vindos de várias regiões, entre eles Ângela Dias e Paulo Ferreira, de Vila Real, que viajaram especialmente para ver o músico pela primeira vez desde a edição de 2019 do Festival da Canção. O público contou ainda com adeptos que já acompanhavam a discografia de Osiris desde o disco Adoro Bolos.

Dinis Patrício, natural de Caldas da Rainha, acompanhou a experiência desde o início do percurso do artista, afirmando ter ficado fascinado com a evolução vocal e lírica. A plateia, diversa em gerações, respondeu com empatia às troca de palcos e à energia dos bailarinos.

Poesia, humor e um vocabulário muito próprio

O alinhamento revelou quase 20 temas em hora e meia, muitas vezes sem seguir o planeado, emoldurados por uma coreografia contida. A abertura com 125X8AGRE trouxe uma mescla de poesia e humor, com referências a lugares e situações do quotidiano português passadas pela lente irreverente de Osiris.

Cartomancia levou o público a erguer-se e cantar em coro, enquanto os bailarinos criavam momentos de movimento entre o sorriso e a emoção. Entre intervalos, o artista demonstrou espontaneidade ao pedir apoio para segurar o microfone ou sugerir formações a acompanhar canções específicas, revelando uma faceta emocional mais direta.

Personagem? Não. Ele é um artista

Ao longo da noite, Osiris alternou entre momentos de explosão rítmica e instantes de introspecção, demonstrando uma maior clareza de voz e uma escrita mais sentida em temas como Formiga2. A uma certa distância do espetáculo visual, a atuação destacou a presença física do artista e a ligação com o público, que respondeu com aplausos e cantou em várias faixas.

Para além de standard do repertório, houve a possibilidade de escolhas democráticas: o público votou na inclusão de canções de diferentes fases da carreira, incluindo Tele­móveis, Celulitite e Coruja, com oviações nas transições entre música e dança. No final, o artista agradeceu ao Porto e ao público, encerrando a noite com uma despedida sincera.

Quem acompanhava o concerto desde o seu primeiro espetáculo confirma a percepção de que Conan Osiris está mais solto, interativo e verdadeiro na expressão artística. Este regresso, visto por fãs como Patrícia Ferreira, demonstra que o músico continua a explorar uma fusão entre poesia, humor e uma linguagem própria, mantendo a identidade que o tornou reconhecível.

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