- O Museu de Banda Desenhada de Beja deverá abrir em 2027, num investimento de 1.274.027,69 euros com financiamento de 85 por cento de fundos comunitários.
- A reabilitação de um edifício devoluto no centro histórico permitirá acolher o novo equipamento cultural.
- O financiamento está assegurado pelo programa Alentejo 2030, após candidatura aprovada em outubro.
- Em 2026 vai abrir o concurso para a obra, com a abertura ao público prevista para 2027.
- O acervo inclui perto de 1.500 pranchas, centenas de fotografias e correspondência de quase uma centena de artistas nacionais, reforçando a história da banda desenhada portuguesa.
O Museu de Banda Desenhada de Beja (MBD) deverá abrir em 2027, num investimento superior a 1,27 milhões de euros. O projeto é apresentado pela Câmara de Beja como o primeiro museu dedicado ao tema em Portugal, com financiamento comunitário aprovado.
O edifício devoluto no centro histórico será reabilitado para acolher o novo equipamento cultural. O montante global é de 1.274.027,69 euros, com 85% de fundos comunitários assegurados através do programa Alentejo 2030.
Paulo Monteiro, diretor da Bedeteca de Beja, confirmou a comparticipação de 85% e adiantou que a obra deverá arrancar em 2026, com inauguração prevista para 2027. O responsável também destacou o espólio já existente, que abrange quase um século de história.
Financiamento e impacto cultural
A autarquia explica que o espaço incluirá três salas de leitura, sete salas de exposição permanente e outras áreas, como oficinas pedagógicas e loja. O projeto, iniciado em 2016, pretende posicionar Beja numa rota internacional de museus de BD.
O museu contará com milhares de pranchas originais, guiões, materiais de desenho, fotografias e uma significativa bibliografia, integrando acervo já existente na Bedeteca de Beja. A iniciativa reforça a tradição da cidade no domínio da banda desenhada.
Beja mantém desde 2005 uma bedeteca ativa e um festival internacional de BD. O espaço visa destacar a história da nona arte desde 1850 e a contribuição da BD para a arte portuguesa, segundo a Câmara.
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