- A Gronelândia é a maior ilha do mundo, com cerca de 2.175.600 km², e tem aproximadamente 56 mil habitantes, sendo um território pouco povoado.
- O país contém parte significativa de matérias-primas críticas (vinte e cinco dos trinta e quatro minerai) identificadas pela Comissão Europeia; a China já tentou explorar alguns recursos, sem sucesso.
- O território ocupa posição estratégica no Ártico, com passagem de tráfego marítimo e potencial militar; o então presidente dos Estados Unidos já comentou a hipótese de comprar a região.
- A Gronelândia depende muito da Dinamarca em termos de subsídios e serviço de saúde, educação e infraestruturas, enfrentando desafios para autonomia plena e acesso a cuidados médicos, sobretudo sem seguro internacional.
- Em Ilulissat, destaca-se o Icefjord, o hospital com serviços básicos, a vida de caçadores e a cultura inuíte, incluindo a relação com cães de trenó e eventos como o kaffemik; Nuuk, capital, oferece museus, arquitetura e perspetivas sobre a modernização e o passado colonial.
Por dentro da Gronelândia, a maior ilha do mundo, o turismo e a geopolítica serram o gelo entre passado e futuro. O território de cerca de 2,2 milhões de km² tem 56 mil habitantes e depende de subsídios dinamarqueses, num equilíbrio entre autonomia recente e influências externas.
A Gronelândia abriga 25 dos 34 minérios considerados críticos pela União Europeia. O interesse internacional, com destaque para a China, esbarra em limitações climáticas e políticas. A posição estratégica no Ártico aumenta rumores sobre futuras disputas por recursos.
A reportagem percorreu Ilulissat, Nuuk e Kangerlussuaq, explorando infraestrutura, saúde e vida comunitária. O hospital de Ilulissat funciona com médicos de curta permanência vindos da Dinamarca, e pacientes graves precisam viajar para Nuuk ou Copenhaga.
Ilulissat destaca-se pelo Icefjord Center, pela vista dos icebergs e pela relação diária com cães de-trenó. A economia local depende da pesca, do turismo de inverno e do transporte entre comunidades, com serviços básicos descentrados.
A vida cotidiana envolve tradições como o kaffemik, festas comunitárias em casas locais. A população questiona políticas de esterilização histórica da Dinamarca e o peso de uma relação de subvenção contínua para manter serviços públicos.
Kangerlussuaq, antiga base americana, abriga a estrada mais extensa da ilha, usada hoje para acesso ao interior gelado. A vila registra histórias de famílias que enfrentam alcoolismo, lotação populacional e desafios de educação e saúde.
No Nuuk, capital, o Museu Nacional da Gronelândia revela vestígios de povos inuit e a evolução da sociedade. A cidade mescla prédios modernos com casas coloridas, uma catedral vermelha e um contorno costeiro marcado por icebergues e áreas urbanas densas.
A narrativa encontra-se sob o prisma de uma região ultrarrápida em transformação. O debate sobre independência, custos de saúde e educação, bem como a gestão de recursos, permanece central para o futuro da Gronelândia.
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