- Lupita Nyong’o reagiu a críticas racistas recebidas online, incluindo por parte de Elon Musk, sobre a sua escolha para interpretar Helena de Tróia em The Odyssey, de Christopher Nolan.
- Nyong’o interpreta simultaneamente Helena de Tróia e a sua irmã Clitemnestra no filme, que tem no elenco Matt Damon, Anne Hathaway, Tom Holland, Robert Pattinson e Zendaya.
- O filme de Nolan chega às salas de cinema a 17 de julho.
- Nyong’o disse numa entrevista à Elle que a história é mitológica, que apoia a visão de Nolan e que o elenco reflete o mundo; afirmou que as críticas existirão, quer responda ou não.
- O debate incluiu ainda críticas públicas de Elon Musk, que chamou Nolan de racista e elogiou a escolha de Nyong’o, com apoios de figuras como Alec Baldwin. O diretor defendeu a decisão, destacando a força e a elegância da atriz para o papel.
Lupita Nyong’o mostrou-se firme diante das críticas racistas recebidas pela sua escolha para interpretar Helena de Tróia em The Odyssey, novo filme de Christopher Nolan. A atriz, vencedora de um Óscar, responde à polémica sem alterar a sua perspetiva sobre o projeto. O filme está previsto chegar às salas a 17 de julho.
Nyong’o interpreta simultaneamente Helena de Tróia e a sua irmã Clitemnestra, num elenco que inclui Matt Damon, Anne Hathaway, Tom Holland, Robert Pattinson e Zendaya. A produção de Nolan adapta o poema épico de Homero para uma visão contemporânea da narrativa.
A intérprete afirmou, numa entrevista à Elle, que a história é mitológica e que apoia plenamente a visão de Nolan sobre o filme. Garantiu que o elenco representa a diversidade do mundo atual e que não há necessidade de defender publicamente a escolha.
Reacções e defesa do realizador
Entre as críticas nas redes sociais, destacaram-se mensagens de indignação por parte de utilizadores que defendiam uma Helena de pele clara. O empresário Elon Musk manteve críticas à produção, chamando Nolan de pessoa com integridade questionável.
Nolan reagiu à polémica, reiterando que Nyong’o foi a primeira opção para Helena e que a sua força e elegância eram essenciais para o papel. Nyong’o, por sua vez, salientou que o elenco reflete a diversidade do mundo e que a narrativa é épica do tempo atual.
A polémica também envolveu outros nomes públicos, com figuras destacando o papel de Nyong’o e o impacto de escolhas de casting em obras com temática mitológica. A discussão segue em aberto nas redes, com posições diversas sobre representação e autenticidade.
Este caso não é único: outros atores negros enfrentaram ataques semelhantes ao serem escolhidos para papéis historicamente associados a personagens brancos. O debate envolve representatividade, fidelidade histórica e a receção do público a novas leituras de clássicos.
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