- Marcelo Rebelo de Sousa encerrou a missa de corpo presente de António Lobo Antunes, em Lisboa, aos 83 anos, falecido na quinta-feira.
- O presidente cessante considerou que evocar o escritor é evocar a urgência de antecipar o futuro, com leituras distintas para cada António Lobo Antunes na literatura.
- Destacou o autor como “mestre da portugalidade” que, mesmo não sendo sôfrego, encontra um fio condutor que dá sentido ao que valeu a pena.
- Disse que Portugal pode ser diferente, melhor e maior por ter sido sonhado por Lobo Antunes, sendo ele quem anunciou a urgência de antecipar o futuro.
- A missa decorreu na Igreja de Santa Maria de Belém, nos Jerónimos, e o funeral seguiu para o cemitério de Benfica.
Marcelo Rebelo de Sousa encerrou a missa de corpo presente de António Lobo Antunes em Lisboa, destacando que a evocação do escritor falecido na quinta-feira aos 83 anos representa a urgência de antecipar o futuro. O chefe de Estado cessante sublinhou que essa urgência varia consoante cada António Lobo Antunes da literatura, de quem conhece a história mas encontra um fio condutor para dar sentido ao que valeu a pena.
O discurso, proferido no decurso da cerimónia no Mosteiro dos Jerónimos, elogia o concelho de que o escritor é exemplo da portugalidade, com referências à sua ligação à história, aos triunfos e aos desastres que moldam a identidade do país. A análise do chefe de Estado associou o legado de Lobo Antunes à ideia de um futuro que se constrói pela leitura e pela memória.
Marcelo Rebelo de Sousa afirmou ainda que o futuro de Portugal passa pela abertura, pela fraternidade e pela universalidade, alicerçados no contributo do romancista-cronista. A sessão fúnebre decorreu na Igreja de Santa Maria de Belém, no mesmo espaço onde se encontra o túmulo de Camões, e o funeral seguiu para o cemitério de Benfica, em Lisboa.
Missa de corpo presente e localização
A missa decorreu entre as 12h e as 14h no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, antes de o corpo ser traslado para o cemitério de Benfica. António Lobo Antunes morreu na quinta-feira, aos 83 anos, deixando um legado literário marcante.
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