António Lobo Antunes passou oito dias a digressar pelos EUA, apresentando o seu novo livro em várias cidades, com conferências e encontros com editores e leitores. A viagem incluiu passes por Nova Iorque, Boston e Washington, num contexto de crise económica em Wall Street.
Durante a estada em Washington, o escritor esteve na residência do embaixador português e participou em sessões de leitura e debates na New York Public Library. O lançamento de What Can I Do When Everything’s on Fire? contou com a presença de Bob Weil, editor da Norton, que descreveu o livro como excepcional.
Na New York Public Library, Weil elogiou a qualidade da tradução e o impacto da obra, que é apresentada como uma visão negra da realidade. O autor participou em conversas com Paul Holdengraber e com o público, incluindo académicos e leitores estrangeiros.
Nova Iorque: encontros, traduções e reconhecimento
António Lobo Antunes foi recebido por ovação e críticas positivas de tradutores como Harold Bloom e George Steiner, cujas testemunhas elogiaram a originalidade do romance. A conversa com Holdengraber abordou, entre outros temas, a relação entre a literatura portuguesa e a cultura mundial.
No primeiro encontro com o editor Bob Weil, o escritor reconheceu a dificuldade de escrever e a importância de manter uma ligação intensa com o leitor. Weil confirmou que o próximo livro de crónicas do autor já está em preparação.
A crise que envolve Wall Street e reflexos no passeio literário
Entre os cenários literários, a cobertura incluiu referências à crise financeira em Wall Street, com menção a bancos em dificuldade. A narrativa descreve o impacto económico no humor colectivo e no ambiente cultural das cidades visitadas.
António Lobo Antunes também visitou Boston, onde discutiu com estudantes e leitores locais, incluindo residentes de áreas universitárias. O diálogo abordou preferências políticas, experiências históricas e a visão do escritor sobre a atualidade.
Washington, cultura e memórias
Em Washington, o autor participou em encontros com imprensa e personalidades culturais, mantendo o tom neutro e factual. A agenda incluiu ainda visitas a jornalistas e a escritórios de editores, com ênfase na discussão de temas sociais, históricos e literários.
A digressão integrou momentos de recuo em que o autor refletiu sobre a relação entre a memória de Angola, as guerras passadas e a produção literária atual. O percurso terminou com agradecimentos aos organizadores e aos leitores que o acompanharam.
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