- Um em cinco alunos entre os 6 e os 18 anos recorre a explicações, sendo que, no ensino secundário, um terço faz uso deste apoio fora do sistema educativo formal.
- Explicações dedicam três horas por semana aos alunos e, em média, as famílias gastam 126,4 euros por mês.
- A procura é mais alta no Algarve e no Alentejo.
- O mercado das explicações ultrapassa os 300 milhões de euros anuais.
- Investigadores alertam para o agravamento de desigualdades associadas a este recurso educativo.
Pouco mais de 20% dos alunos em Portugal recorre a explicações, segundo um estudo recente. No ensino secundário, a proporção sobe para cerca de 33%, com os alunos a dedicarem três horas por semana a este tipo de apoio fora da escola.
As famílias suportam, em média, um gasto mensal de 126,4 euros com explicações. O estudo aponta que o Algarve e o Alentejo são regiões com maior procura por este reforço académico.
Os investigadores alerta para o agravamento de desigualdades: quem tem menor rendimento tende a recorrer menos a explicações, o que pode ampliar lacunas educacionais. O mercado de explicações no país ultrapassa os 300 milhões de euros por ano.
Distribuição geográfica e impacto financeiro
A maior procura ocorre em zonas do sul, com concentração de estudantes do ensino secundário. Os autores do estudo defendem que o apoio extra pode ser útil, mas deve ser equitativo e bem supervisionado.
A pesquisa analisa ainda o tipo de explicações utilizadas, incluindo apoio presencial e online, e as tarifas praticadas, que variam conforme a região. O objetivo é compreender o peso financeiro para as famílias.
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