- O número de horários por preencher desde o arranque do ano letivo ultrapassa os cem.
- Em fevereiro, poderão ter ficado por lecionar mais de 27 mil tempos letivos, afetando mais de 100 mil alunos.
- Distritos com mais horários por preencher: Lisboa (428), Faro (163), Porto (162), Setúbal (152) e Leiria (90); 103 dos 428 horários persistem desde o início do ano letivo.
- A Fenprof afirma que a escassez de professores é um problema estrutural que se espalha pelo país, levando a aulas não realizadas e a maior desigualdade no acesso à Educação.
- Caso não haja respostas, a federação promete endurecer a contestação no 3º período, com formas de luta permitidas pela lei.
O problema de horários por preencher continua a agravar-se desde o início do ano letivo, com mais de 100 horários ainda sem preenchimento. A Fenprof aponta que, apenas em fevereiro, podem ter ficado por lecionar mais de 27 mil tempos letivos, afetando mais de 100 mil alunos.
A análise da Fenprof revela distritos com maior pressão: Lisboa, Faro, Porto, Setúbal e Leiria lideram os números, respetivamente com 428, 163, 162, 152 e 90 horários. Deste total, 103 persistem desde o arranque do ano letivo.
Para o Sindicato, os números não são apenas estatísticas administrativas, representando aulas não realizadas, aprendizagens comprometidas e maior desigualdade no acesso à educação. A posição é de preocupação com o alcance territorial do problema.
Situação e negociações
A Fenprof lembra que não participou na última ronda negocial, após o Governo impedir a entrada do S.T.O.P. na reunião, em protesta. A federação critica a proposta em análise por considerar que pode descaracterizar a carreira docente.
Segundo a Fenprof, o pacote de medidas incluiria o Referencial de Competências da Administração Pública, mapas de pessoal, bancos de horas e integração na tabela remuneratória única. Alertam para riscos de enfraquecer o estatuto.
Perspetivas e guarda-redes
Francisco Gonçalves, secretário-geral, afirma que o estatuto está a deteriorar-se e pode tornar-se decorativo se não houver resposta. A federação insiste numa valorização da carreira como condição essencial para evitar novas contestações.
Caso persista a ausência de soluções, a Fenprof aponta para endurecer a contestação no 3.º período, com possíveis formas de luta dentro da lei. O objetivo é manter a pressão sobre o Governo e as entidades envolvidas.
Entre na conversa da comunidade