- A Ordem dos Enfermeiros pediu, com urgência, reconfigurar as competências nos cuidados de saúde primários para reforçar os enfermeiros de família e reduzir o número de utentes sem médico de família.
- No final de 2025, havia 1,5 milhões de utentes sem médico de família.
- O bastonário, Luís Filipe Barreira, afirmou que é necessário mobilizar todas as competências disponíveis para garantir acesso aos cuidados de saúde primários.
- Os enfermeiros de família têm formação específica para acompanhar pessoas, famílias e comunidades, atuando na promoção da saúde, prevenção, vigilância clínica e gestão da doença crónica, contribuindo para reduzir este número.
- A Ordem diz estar disponível para colaborar com entidades na construção de soluções que assegurem acesso universal, proximidade e continuidade nos CSP.
A Ordem dos Enfermeiros pediu, nesta quarta-feira, a reconfiguração urgente das competências dos profissionais nos cuidados de saúde primários. O objetivo é reforçar o papel dos enfermeiros de família para reduzir o número de utentes sem médico de família. A divulgação foi feita pela OE.
A organização lembra-se de um conjunto significativo de utentes sem acesso aos CSP. No final de 2025, cerca de 1,5 milhões de pessoas não tinham médico de família, o que motivou a defesa de mudanças no desenho dos serviços. O bastonário, Luís Filipe Barreira, classificou a situação como muito preocupante.
Segundo a OE, os enfermeiros de família são formados para acompanhar pessoas, famílias e comunidades, promovendo a saúde, prevenindo doenças, fazendo vigilância clínica e gerindo a doença crónica. A organização afirma que estes profissionais podem contribuir para reduzir o número de utentes sem médico.
A Ordem manifesta disponibilidade para colaborar com entidades públicas e privadas na construção de soluções que assegurem acesso universal, proximidade e continuidade nos CSP, visando uma resposta mais eficaz às necessidades das pessoas.
Contexto e perspetivas
Entre as medidas defendidas está a reconfiguração das competências dos profissionais de saúde nos CSP para potenciar a atuação dos enfermeiros de família. A OE enfatiza a importância de uma resposta coordenada para o acesso aos cuidados de saúde primários.
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