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Painéis solares nos telhados: 5 horas de ar condicionado por dia, são verdes?

Painéis solares no telhado fornecem cinco horas diárias de ar condicionado, mas impacto ambiental e justiça climática geram debate na Europa

Painéis solares num telhado, com um arco-íris ao fundo
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  • Uma casa típica no Reino Unido com painéis solares no telhado gerou eletricidade suficiente para alimentar um aparelho de ar condicionado durante cinco horas por dia durante a vaga de calor em curso.
  • Analistas veem a energia solar e o ar condicionado como tecnologias complementares, com padrões sazonais semelhantes, ajudando a reduzir o uso de combustíveis fósseis.
  • Em dois mil e vinte e dois, o arrefecimento consumiu cerca de dois mil e cem terawatts-hora de eletricidade, gerando quase mil milhões de toneladas de CO₂ associadas ao consumo de eletricidade.
  • A União Europeia planeia eliminar gases fluorados em pequenos aparelhos até 2032 e, até 2050, retirar todos os HFC do mercado, substituindo por refrigerantes naturais como hidrocarbonetos e CO₂.
  • O aumento do uso de ar condicionado pode agravar o efeito de ilha de calor urbana, levando cidades a procurar soluções de arrefecimento mais limpas e justas para as populações vulneráveis.

A energia solar nos telhados britânicos está a permitir cinco horas diárias de funcionamento de ar condicionado durante a vaga de calor. Segundo a análise do think tank Ember, uma casa típica com painéis solares pode ligar o AC por cerca de cinco horas por dia nesta vaga. O estudo aponta que, nos dias 21 e 22 de junho, uma instalação típica gerou 15 MWh, suficiente para alimentar um sistema de ar condicionado de 3 kW durante toda a casa.

No conjunto de habitações com painéis solares no teto no Reino Unido, a produção diária correspondeu a cerca de 10 milhões de horas de ar condicionado abastecidas por energia solar, durante as alturas mais quentes. O relatório destaca que a capacidade solar pode, assim, mitigar a procura por eletricidade em períodos de pico.

A Agência Internacional de Energia apresenta uma perspetiva mais ampla: o arrefecimento consome cerca de 2 100 TWh de eletricidade por ano, o que representa 7% da eletricidade mundial. Em 2022, os sistemas de arrefecimento contribuíram com perto de 1,0 mil milhões de toneladas de CO2.

Apesar de avanços de eficiência, as emissões associadas ao ar condicionado mantêm-se relevantes. A UE planeia eliminar progressivamente os gases fluorados usados nos aparelhos, substituindo-os por refrigerantes mais amigos do clima, com a introdução de opções como hidrocarbonetos e CO2.

Entretanto, analistas alertam para o risco ambiental dos sistemas de ar condicionado, que envolvem o uso de refrigerantes potentes e, em alguns cenários, podem exceder as emissões de CO2 de determinados anos. A projeção a médio prazo aponta para um aumento significativo do parque de ar condicionado no mundo.

A União Europeia e o Reino Unido preparam-se para reduzir o impacto climático do arrefecimento, com planos que avançam para a proibição de gases fluorados em aparelhos pequenos até 2032 e para a desativação de todos os HFC até 2050. A transição envolve custos de instalação e eficiência energética.

A questão de fundo continua centrada na relação entre energia limpa e consumo de ar condicionado. Grandes cidades enfrentam o fenómeno de ilha de calor urbana, que intensifica o desconforto térmico. A pesquisa aponta para a necessidade de soluções equitativas de arrefecimento público.

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