- A Europa enfrenta a terceira vaga de calor do ano, com temperaturas que podem atingir 43 ºC no Mediterrâneo esta semana.
- França já colocou mais de metade dos seus 96 departamentos sob alerta vermelho por perigo para a vida, pedindo evitar exposição solar.
- No Reino Unido, o Met Office prevê máximas de até 38 ºC no sul de Inglaterra, com noites tropicais consideradas perigosas.
- A vaga de calor aumenta a procura de eletricidade para arrefecimento, o que pode provocar picos de consumo e potenciais apagões; escolas fecharam e serviços ferroviários foram ajustados em várias cidades.
- As energias renováveis, em especial a solar, ajudam a manter o fornecimento estável em dias de calor extremo, com a Alemanha a registar contributos significativos de energia solar e armazenamento para gerir a procura.
A Europa enfrenta uma vaga de calor que já põe à prova a rede elétrica. Temperaturas podem chegar a 43 ºC no Mediterrâneo, com risco de maior procura por ar condicionado. França já acionou alertas vermelhos em mais da metade dos seus departamentos. O objetivo é evitar impactos graves na rede.
No Reino Unido, o Met Office antecipa máximas de até 38 ºC no sul, com noites tropicais acima dos 20 ºC. Alemanha, Espanha, Portugal e Suíça aguardam dias de calor intenso, impactando o quotidiano e serviços públicos. Escolas já fecharam ou reduziram horários em várias regiões.
Em cidades como Paris e Bruxelas, o esforço concentra-se na redução de falhas de infraestruturas, com transportes ajustados para mitigar avarias. O Governo francês interditou consumo de álcool em espaços públicos durante o fim de semana para evitar desidratação.
A crise elétrica surge quando a procura por arrefecimento aumenta. A Agência Internacional de Energia já alertou para picos de consumo associados a temperaturas elevadas, o que pode ampliar emissões e manter o planeta mais quente.
Durante a vaga de calor de 2025, França registou consumo noturno 25% superior à média, evidenciando o peso do arrefecimento na procura energética, mesmo com baixos níveis de uso de ar condicionado.
Um estudo da Compare the Market analisou 85 países, cobrindo cerca de 90% do consumo mundial. Grécia lidera, com aumento de 38,62% na procura em meses quentes, seguido de Montenegro e Turquia.
Entre os europeus, a Hungria registou a duração média de falha mais longa, 2,92 horas por ano, seguida da Eslovénia e da Grécia. Itália apresenta o maior custo anual estimado para as famílias entre os países analisados.
As interrupções elétricas em Itália podem custar cerca de 154,7 milhões de euros por ano, com Polónia em segundo lugar, de acordo com o estudo. Os cálculos utilizam um valor padrão de energia não fornecida.
As energias renováveis podem aliviar a pressão. Em 2023, a produção solar na UE ajudou a estabilizar o fornecimento, mesmo com picos de procura. A Alemanha chegou a usar até 50 GW de solar num dia de pico.
A gestão de baterias e armazenamento hidrotérmico foi destacada como fator-chave. Em dias de calor extremo, a capacidade de armazenar energia ajuda a manter a rede estável para lá do pôr do sol.
Entre na conversa da comunidade