- Uma nova análise da EHPA indica que, em 2025, as bombas de calor evitaram 9,7 mil milhões de euros em custos de importação na UE.
- Em 2025 foram vendidas 2,9 milhões de bombas de calor em 21 países europeus, elevando o parque instalado para 29,3 milhões.
- As bombas de calor substituíram cerca de 2,5 mil milhões de metros cúbicos de GNL, o equivalente a 24% das importações da UE provenientes do Médio Oriente.
- França liderou as vendas em 2025, com 528 mil bombas de calor, e tem o maior parque instalado na Europa, com cerca de sete milhões de unidades.
- Noruega e Finlândia apresentam as maiores taxas de instalação por mil habitações, demonstrando eficácia mesmo em temperaturas muito baixas.
O abastecimento europeu está a mudar. Uma nova análise da EHPA revela que as bombas de calor evitaram, em 2025, importações no valor de 9,7 mil milhões de euros. A transição ajuda a reduzir a dependência do gás e da energia associada aos conflitos regionais.
A energia gerada pelas bombas de calor substituiu o gás natural líquido (GNL) importado. O estudo aponta que estas máquinas, instaladas em 21 países, equivalem a energia de mais de 200 navios-tanque. O volume representa 7% do total anual de GNL da UE.
Quase 3 milhões de bombas de calor foram vendidas no ano passado, elevando o parque instalado para 29,3 milhões de unidades. Em termos de substituição, as novas unidades substituíram 2,5 mil milhões de metros cúbicos de GNL.
Para a EHPA, cada bomba instalada fortalece a segurança energética europeia, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis caros. O bloco europeu prepara um pacote não legislativo sobre eletrificação que deverá ser apresentado em breve.
A Comissão incentivará a reduzida de impostos e IVA sobre aquecimento verde e eletricidade, para facilitar a adoção. Diversos países já oferecem apoios financeiros para as bombas de calor, incluindo a Inglaterra com um subsídio de até 7.500 libras.
Quem lidera o ranking
A França liderou as vendas em 2025, com 528 mil bombas de calor, tornando-se o país com o maior parque instalado na Europa, perto de sete milhões de unidades.
Logo a seguir fica a Itália, com 423 mil vendas em 2025. Malta (2 mil), Luxemburgo (3 mil) e Chipre (5 mil) aparecem no fim da lista, num agregado populacional muito inferior ao francês.
A Alemanha registou o maior aumento homólogo, com um crescimento de 50% nas instalações. O aumento ocorreu após o governo ter revogado uma lei de aquecimento verde que impunha a substituição de caldeiras a fósseis.
Na análise por densidade populacional, a Noruega lidera com 650 instalações por mil casas, seguida pela Finlândia com pouco mais de 540. Países frios mostram-se capazes de manter eficiência das bombas de calor em temperaturas extremas.
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